Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Rock in Rio completa 20 anos com nova edição em Lisboa

Segunda, 10 de Janeiro de 2005 às 14:01, por: CdB

 Há exatos 20 anos, no dia 11 de janeiro de 1985, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, o publicitário carioca Roberto Medina via se concretizar, depois de 70 nãos e muitas portas na cara, um de seus projetos mais ambiciosos: o festival de música Rock in Rio. Foram dez dias, 90 horas e 5.400 minutos de evento, povoados de atrações nacionais e internacionais, muita lama e improviso. Nomes dantes inimagináveis no Brasil brilharam naquela primeira edição: Queen Nina Hagen, Rod Stewart, AC/DC e tantos outros.

Duas décadas mais tarde, em 2005, Medina já planeja a quinta edição do festival de rock, a segunda em Portugal.

- O Rock in Rio em Lisboa ocorre em maio de 2006, mas não é possível adiantar nomes agora, pois as atrações só são fechadas três meses antes.

O publicitário antecipa apenas que a infra-estrutura será praticamente a mesma do Rock in Rio anterior: grandes nomes no palco principal, além de performances de DJs renomados, espaço reservado para esportes radicais e a continuidade de projetos sociais.

Aproveitando a data redonda, a organização do festival fez o balanço das últimas quatro edições: no total, investiu-se R$ 540 milhões, empregou-se diretamente 18 mil pessoas, doou-se, por meio dos projetos sociais, R$ 7,5 milhões, reuniu-se 3,7 milhões de pessoas, apresentaram-se 240 atrações, em 470 horas de shows.

Pela Cidade do Rock, bateram o cartão ainda A-Ha, Billy Idol, George Michael, INXS, Guns n'Roses, Faith No More, Gilberto Gil, Titãs, Paralamas do Sucesso, entre outros.

Para dar o pontapé inicial nesses números, não foi fácil relembra Medina.

- As pessoas não acreditavam no projeto - diz. Medina foi para os Estados Unidos e a descrença continuava. Foi graças a uma mãozinha do amigo Frank Sinatra, que acionou a imprensa, é que o brasileiro conseguiu ser ouvido e criou um dos maiores festivais mundiais de música.

- Montei o casting em três dias.

Como àquela altura, década de 80, o País ainda não entrava na rota dos grandes shows, todo o equipamento teve de ser importado.

- Lembro de um dia, ainda na primeira edição, quando saí de madrugada do evento, de fininho com vergonha por causa da chuva e da lama. Um grupo de pessoas me parou e me abraçou. Elas queriam vivenciar aquilo.

Indagado sobre qual 'filho' preferido, Medina não hesitou.

- O terceiro foi o melhor, porque foi o mais bem organizado e no qual demos início aos projetos sociais.

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