Rio de Janeiro, 01 de Janeiro de 2026

Rocha Loures e Lúcio Funaro pedem detalhes sobre delação premiada

Loures, prestes a ser transferido para o presídio da Papuda, estaria prestes a contar tudo o que sabe, em uma delação premiada.

Terça, 06 de Junho de 2017 às 11:38, por: CdB

Loures, prestes a ser transferido para o presídio da Papuda, estaria prestes a contar tudo o que sabe, em uma delação premiada.

 

Por Redação - de Brasília e Curitiba

 

Homem da mala de Michel Temer, flagrado correndo por São Paulo com R$ 500 mil em propina, em uma mala entregue pela JBS, o suplente de deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi descrito por testemunhas, no processo que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF), como “uma pessoa gentil e risonha”. Internamente, no Partido, era visto como “prestativo, pau para toda obra”. Assim o descreveu um parlamentar da legenda à reportagem do Correio do Brasil.

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Funaro, operador de Cunha, e Loures, de Temer, encontram-se presos

Aqueles que o conhecem, segundo outra descrição vazada para um dos diários conservadores paulistanos, observaram que estava sempre presente em palanques e cerimônias. Muitas vezes “como papagaio de pirata”, segundo a descrição. Em nenhum momento, Loures foi classificado como um quadro capaz de resistir às grandes pressões físicas e psicológicas na prisão, em regime fechado.

O ex-assessor de Temer, prestes a ser transferido para o presídio da Papuda, estaria prestes a contar tudo o que sabe, em uma delação premiada. Tudo para se ver livre das grades, segundo conhecidos dele, ouvidos por delegados federais. Loures, longe de ser um articulador político, “era aquela pessoa que marcava reuniões, ligava, carregava malas”, diz o vazamento.

Se resolver falar, será decisivo para que as acusações que pesam contra Temer sejam elucidadas.

Outra bomba

Se não bastasse o risco de Loures prestar uma delação premiada, o doleiro Lucio Funaro, apontado como operador do ex-deputado Eduardo Cunha, sondou criminalistas de Brasília na semana passada. Quer que assumam as negociações com o Ministério Público Federal (MPF).

Apesar da vontade e dos rumores de que a delação do operador já estaria adiantada, o tempo tem jogado contra. Seus advogados demonstram que os termos e a velocidade não têm sido, exatamente, aqueles desejados por Funaro.

Mesmo situado no segundo escalão na organização criminosa, Funaro teria poder de fogo devastador. Conhece, em detalhes, o caminho do dinheiro ilícito. Os desvios entre empresários e o grupo ligado a Eduardo Cunha e Michel Temer, no PMDB.

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