Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Roberto Carlos ataca ex-empresário

Ainda sem data definida para encerrar a carreira, o lateral-esquerdo Roberto Carlos, do Fenerbahce, já tem planos para quando finalmente pendurar as chuteiras: Quer seguir no mundo da bola, primeiro como treinador, depois como dirigente. (Leia Mais)

Quarta, 30 de Abril de 2008 às 07:37, por: CdB

Ainda sem data definida para encerrar a carreira, o lateral-esquerdo Roberto Carlos, do Fenerbahce, já tem planos para quando finalmente pendurar as chuteiras: Quer seguir no mundo da bola, primeiro como treinador, depois como dirigente.

– Trabalhei com o Wanderley, com o (Fábio) Capello, com o Luiz Felipe Scolari, com o Zagallo e com muitos outros ótimos treinadores. Cada um tem seu estilo, mas um dos primeiros treinadores com quem quero aprender é o Zico, meu atual técnico na Turquia – avisou.
 
– O pessoal do Fenerbahce já me deu a possibilidade de ser treinador, diretor e até embaixador do clube pelo mundo, no futuro. Eu quero ser treinador e daqui a dois, três anos, vou começar a pensar nisso – comentou o futuro técnico, revelando até qual será o esquema tático da equipe que irá comandar, lembrando quer como se considera um jogador muito ofensivo, sua primeira opção é o esquema 3-5-2.
 
“Esquema”, Roberto Carlos só quer dentro de campo. Aproveitando do fato de ser um jogador respeitado, o ex-lateral palmeirense utilizou sua entrevista para aconselhar aos jovens talentos que estão surgindo no Brasil e para revelar um golpe sofrido quando estava no auge da carreira.
 
– Eu trabalhei com o Oliveira Júnior, que era um paizão para mim, mas acabei tendo muitos problemas. Ele me dizia que não era bom eu ficar aparecendo e tudo o que eu comprava acabava colocando no nome dele. Assinei um contrato de dez anos e, quando vi, estava quase sem nada – revelou.
 
– Tive até que assinar uma procuração dizendo que, se eu falasse mal dele, teria que dar mais US$ 1 milhão – completou.
 
– Por isso tudo eu digo que o importante para os jovens que estão começando é tomar cuidado com os empresários. Tem muita gente boa no Brasil, como o Wagner Ribeiro ou o Juan Figger, mas o importante é deixarem os pais cuidarem da carreira e contratarem um advogado decente, não colocando nada no nome de ninguém. Falo isso para que não percam dinheiro como eu perdi – desabafou.
 
Apesar da mágoa, Roberto Carlos lembrou com bom humor de mais um episódio envolvendo o ex-empresário Oliveira Júnior.
 
–Dei a ele um adiantamento de US$ 1 milhão para comprar o Ituano. Eu seria o dono do Ituano, mas, quando fui ver, o clube estava no nome da mulher dele. O Olivério foi uma pessoa maldosa na minha vida no final e, por isso, digo para os mais novos que não deixem os empresários muito envolvidos – concluiu

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