O economista e o ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola acredita que o Banco Central deve dar continuidade à trajetória de queda dos juros nos próximos meses. Ele frisou, entretanto, que o ritmo de queda deverá ser "mais lento".
Loyola disse que a taxa de juros real hoje está na casa dos 10,5% ao ano, nível ainda elevado. Segundo ele, esse percentual pode chegar à casa dos 8,5% a 9% anuais.
- O que significa que existe ainda uma folga para queda de 2 pontos percentuais ao longo dos próximos meses, sem um risco grande de inflação - disse.
Na avaliação do economista, o país pode chegar ao final do primeiro semestre de 2004 com uma taxa nominal entre 15,5% e 16%. Segundo Loyola, a autoridade monetária deverá concentrar os cortes do juro no primeiro semestre de 2004.
- Já que você tem espaço para derrubar essa taxa, você distribui essa queda ao longo do primeiro semestre. Não haveria necessidade de ficar distribuindo ao longo do ano todo - disse.
Gustavo Loyola participará, em instantes, do seminário "A importância do setor imobiliário para o processo de desenvolvimento econômico", realizado em São Paulo.
Ritmo de queda da Selic será mais lento, acredita Loyola
Quinta, 20 de Novembro de 2003 às 19:12, por: CdB