O risco-país brasileiro continua recuando nesta sexta-feira, favorecido pela entrada de recursos estrangeiros. O indicador apontava queda de 1,94%, para 404 pontos básicos, às 11h30.
Se fechar nesse patamar, será o menor desde 24 de outubro de 1997, segundo dados do JPMorgan, que calcula o índice. Nesta quinta, o indicador já fechou a 412 pontos. Na mínima do dia, chegou a 405 pontos.
Acompanhando a queda do risco-país, o C-Bond continua a subir. Nesta quinta-feira, o principal título da dívida pública do país fechou cotado acima dos 100% de valor de face pela primeira vez desde que começou a ser negociado, em 15 de abril de 1994. O papel terminou o dia vendido a 100,25% do seu valor ,ou seja, com ágio de 0,25%. Nesta sexta-feira, o papel é negociado a 100,5%.
Paulo Gomes, analista de mercados da consultoria Global Invest, avalia que a queda do risco Brasil reflete o interesse dos investidores estrangeiros por ativos brasileiros.
De acordo com ele, com o juro básico muito baixo nas grandes economias, como Estados Unidos, Japão e Europa, os investimentos em países emergentes acabam ficando atrativo.
E esse movimento, segundo ele, deve continuar ao longo do ano, já que não há previsão de aumento do juro nas principais economias do mundo.
- Há um excesso de liquidez nacional. O que poderia afetar essa liquidez agora é o aumento do juro em um grande mercado como Estados Unidos e Japão - afirmou.
Risco-país recua favorecido pela entrada de recursos estrangeiros
Sexta, 09 de Janeiro de 2004 às 10:25, por: CdB