O governo brasileiro anunciou nesta terça-feira a quarta captação de recursos no mercado externo em 2007, numa operação que pode trazer US$ 500 milhões às reservas internacionais do país. O Tesouro Nacional informou ter concedido mandato para a reabertura da emissão do bônus da República denominado em dólar com vencimento em 2017.
O anúncio do Tesouro não causou espanto entre os operadores."Não chega a surpreender, tendo em vista que o risco Brasil está batendo nas mínimas históricas, e o ambiente internacional, apesar das incertezas, continua favorável para esse tipo de emissão", afirmou Vladimir Caramaschi, economista-chefe da Fator Corretora.
Nesta manhã, o risco país medido pelo JP Morgan rondava os 166 pontos-básicos acima dos Treasuries. O índice para os mercados emergentes como um todo estava em 164 pontos básicos. A bolsa de valores de São Paulo opera em alta de 1.47%, até o começo da tarde desta terça-feira. O volume financeiro negociado é de R$ 886 milhões. O dólar está em baixa de 0,49%, vendido a R$ 2,03
A primeira emissão do bônus com este vencimento foi feita em novembro do ano passado, quando o governo captou US$ 1,5 bilhão. O taxa de retorno para os investidores que compraram o papel em novembro ficou em 6,249 por cento, e o cupom de juros foi fixado em 6 por cento. De acordo com o comunicado do Tesouro, a emissão do papel será feita nos mercados norte-americano e europeu, mas o governo brasileiro poderá estender a oferta para o mercado asiático.
"Haverá, portanto, uma divulgação de resultados ao final da emissão nos mercados norte-americano e europeu, e o resultado total atingido pela emissão será anunciado somente depois de concluída a eventual oferta no mercado asiático", informou o Tesouro. Na prática, isso significa que a conclusão da operação pode ficar para o início da madrugada de quarta-feira, pelo horário de Brasília.