Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Risco de racionamento de energia elétrica é seis vezes menor que em 2001, diz ministério

O risco de racionamento de energia elétrica no Brasil é seis vezes menor do que em 2001, afirmou nesta terça-feira o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. Representando o ministério no Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico.

Terça, 06 de Maio de 2014 às 10:18, por: CdB
agencia_brasil170912_mca7686.jpg
Zimmermann antecipou que o risco de déficit na série histórica em maio deste ano está em 3,7%, enquanto em 2001 a possibilidade chegou a 24,7%
O risco de racionamento de energia elétrica no Brasil é seis vezes menor do que em 2001, afirmou nesta terça-feira o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. Representando o ministério no Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico, que começou nesta terça no Rio, Zimmermann afirmou que não há necessidade de medida adicional para garantir o fornecimento diante dos baixos níveis dos reservatórios. - O sistema na época estava desequilibrado. Hoje, ele é equilibrado e qualquer um pode observar (na comparação da série histórica) que os riscos chegavam a ser seis vezes maiores do que são agora - disse o ministro, ao acrescentar que amanhã, na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, serão divulgados mais detalhes sobre os riscos de déficit no sistema elétrico, após o fim do período chuvoso. Zimmermann antecipou que o risco de déficit na série histórica em maio deste ano está em 3,7%, enquanto em 2001 a possibilidade chegou a 24,7%. Na série sintética, o risco está em 6,7%, enquanto em 2001 os dados indicavam 18,7%. No Nordeste, onde o risco em maio de 2001 chegou a 44,4% na série histórica, o valor atual é zero. Na série sintética, a diferença é semelhante, de 44% para 1,9%. Para 2015, Zimmermann afirma que também não há necessidade de medidas diferentes: "pelos dados de maio, também não está caracterizada nenhuma situação além do alerta atual". O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, fez uma avaliação parecida com a de Zimmermann, ao mencionar que o aumento da capacidade instalada e a diversificação da matriz energética contribuem para o menor risco, apesar da situação climática semelhante. - Temos uma situação estrutural totalmente distinta de 2001 - disse o presidente, que destacou ainda a capacidade das linhas de transmissão, que dobrou: "Em 2001, sobrou energia no Sul, mas não havia capacidade de transmiti-la para o Sudeste. Aumentou-se enormemente a capacidade de intercâmbio entre as regiões."    
Tags:
Edições digital e impressa