O inverno já está dando sinal de vida e seus sintomas já estão sendo sentidos tanto no baixar de termômetros quanto nas complicações à saúde. A chegada do frio deixa em alerta autoridades da saúde e a população. É nesta época do ano, quando as temperaturas caem, que aumenta a incidência de meningite, especialmente a meningocócica, causada pela bactéria meningococo.
A mais temida entre todas as moléstias de inverno é a meningite, que nada mais é do que uma inflamação das leptomeninges, ou seja, das membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal.
Diversas são as causas, porém vale ressaltar que se trata de uma infecção gravíssima, que exige acompanhamento médico permanente. Febre alta, pescoço enrijecido, náuseas e dores de cabeça são sintomas da doença cujo agente causador pode ser por vírus ou bactérias. O tratamento envolve hospitalização de urgência e antibióticos.
A meningite pode ser decorrente de uma gripe não tratada. Ela também pode ser provocada por fungos ou parasitas. Dependendo da origem, pode causar surtos e epidemias; por isso o alerta para evitar conviver em ambientes fechados no inverno.
Tratar com atenção gripes e infecções de garganta e respiratórias são medidas profiláticas. Em caso de surto, seguir as recomendações das autoridades de saúde. Em caso de complicações, há risco para seqüelas cerebrais e morte.
Outra armadilha do inverno é a rinite alérgica que acomete uma em cada sete pessoas. A doença é uma das principais causas de obstrução respiratória, forçando os portadores a respirar pela boca. Entre crianças de 6 a 7 anos, estima-se que a incidência esteja próxima dos 20%. O quadro alérgico favorece as infecções das vias aéreas superiores de repetição. Ela realça que a manifestação nos familiares acontece de forma diferente.
Rinite é uma inflamação da mucosa do nariz e pode ter várias causas. Ela não é contagiosa, mas sua forma alérgica é transmitida de pai para filho.
Por ser uma doença crônica, o tratamento é constante e não se fala em cura. Higiene ambiental é a regra básica como abrir a casa para o sol, manter travesseiros, colchões e sofás encapados com capas antialérgicas e laváveis. Evitar o cigarro, spray inseticida, bichos de pelúcia, animais de estimação com pêlo longo, cobertores, carpetes e cortinas são as principais medidas a serem tomadas.
Outra conhecida vilã das oscilações de temperaturas é a amigdalite, que é a inflamação das amigdalas, uma das infecções de vias aéreas de maior freqüência. Ela desencadeia febres altas podendo chegar aos 40ºC, além de produzir inchaço dos gânglios (íngua), em qualquer lado do pescoço e da mandíbula. Dor de ouvido, dificuldade para engolir, calafrios, dor de cabeça, hálito diferente, mudanças no paladar e no olfato, dores musculares, são outros sintomas que apontam para a enfermidade.
As amigdalas, localizadas na parte de trás da garganta na entrada das vias respiratórias nos dois lados da garganta, agem como filtros. A função é ajudar a prevenir que infecções da garganta, boca e seios da face se espalhem para o resto do corpo. Elas também são responsáveis pela produção de anticorpos no combate às infecções na garganta e no nariz. No entanto, as amigdalas são muito suscetíveis à infecção. A causa da doença pode ser tanto viral quanto bacteriana.
Já a laringite é a inflamação da laringe, região da garganta onde estão as cordas vocais. Trata-se de uma doença que pode aparecer sozinha, ou também ser um sintoma de bronquite, pneumonia e de outras infecções respiratórias. A laringite não causa muita dor, porém provoca rouquidão e tosse seca. Em geral, a voz do portador vai enfraquecendo ao longo do dia. Vírus, bactérias e agressões ambientais como bebidas muito geladas podem causar a laringite.
Nariz congestinado, dor de cabeça, febre, tontura e mal estar. A sinusite é uma inflamação não-contagiosa da parte interna dos seios da face. Em geral, ela se repete de forma recorrente. A sinusite pode ser provocada por reações alérgicas, por viroses ou por infecções bacterianas.
A indisposição pode começar com um primeiro sintoma de um simples resfriado quanto um problema mais grave. Um bom exemplo é uma virose chamada mononucleose, muito comum em crianças. A faringite é uma inflamação da faringe, área da garganta situada entre as amígdalas e a laringe. Tudo começa com a sensação de garganta arranhada, acompanhado de febre, pus na garganta, dor de ouvido e dificuldade para engolir.
A faringite aguda, que acontece subitamente, pode ser causada por bactérias ou vírus. Já a que dura um longo tempo, a chamada faringite crônica, acontece quando uma infecção se dissemina de outro lugar - como o nariz - para a faringe. Uma das formas de prevenção também implica em não fumar e evitar ambientes poluídos, assim como não dividir copos e talheres, pois a doença pode evoluir para infecções mais graves.
Os causadores da bronquite podem variar desde alergias, irritações causadas pela fumaça ou pelo fumo, infecções respiratórias até agentes ambientais, como a neblina. É uma reação inflamatória dos brônquios que impede o ar de chegar aos pulmões, provocando catarro, tosse seca e com chiado. Com o agravamento da moléstia, há tosse com escarros, dor atrás do osso do peito, fadiga, mal-estar geral e febre.