Os rios da Bacia Amazônica nas fronteiras entre o Brasil, Colômbia e Peru passaram a ser fiscalizados, a partir desta segunda-feira, em conjunto, pelas forças armadas dos três países. A medida foi alvo de estudos entre as autoridades dos países vizinhos durante os últimos meses e se torna a primeira medida do tratado assinado pelos presidente, com o objetivo de aumentar a vigilância nos rios da selva amazônica e combater as ações dos grupos armados ilegais, como a guerrilha, os traficantes de armas e os narcotraficantes.
O acordo foi assinado pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; da Colômbia, Álvaro Uribe; e do Peru, Alan García, na cidade de Letícia, onde os três se reuniram para celebrar a independência da Colômbia e participar de um dia mundial de manifestações para exigir a liberdade dos sequestrados em poder da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
- A ação trinacional nos rios fronteiriços é para fortalecer nosso trabalho nesse importantíssimo território de mais de 4 milhões de quilômetros quadrados e 50 milhões de habitantes, para evitar que seja alvo de cultivos ilegais ou tráfico de armas - disse o presidente peruano.
García revelou que, como parte do acordo, o Brasil vai efetuar uma vigilância por satélite e aérea dos rios da selva amazônica, que se complementará com obras de investimento social dos três países. Já o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que o acordo é importante porque os rios se converteram nas autopistas da selva para a mobilização da guerrilha, grupos de narcotraficantes e traficantes de armas.
- Na medida em que pudermos controlar esses rios de modo conjunto, haverá uma forma de neutralizá-los. Nisso vamos ser muito mais eficazes - acrescentou.
A Colômbia tem uma fronteira de 1.645 quilômetros com o Brasil e de 1.642 quilômetros com o Peru, limitada por rios Amazonas, Putumayo, Vaupés e Taraira.