A governadora Rosinha Garotinho confirmou nesta quinta-feira de manhã em entrevista a uma rádio carioca, que o Estado contará com um batalhão especial para cuidar, de forma permanente, de algumas áreas de risco do Rio. Os policiais que farão parte deste grupamento serão selecionados em concurso público, a ser realizado em maio.
- Fizemos um concurso público para a Polícia Militar para chamar quatro mil homens, mas só 1.800 passaram. Faremos um novo concurso, em maio, para completar as vagas - completou.
Rosinha disse ter solicitado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem teve audiência na última quarta-feira, no Palácio do Planalto, a participação das Forças Armadas nestas áreas até que o concurso seja realizado e durante o período de treinamento dos novos policiais.
- O Exército ficará provisoriamente em algumas áreas específicas, já apresentadas ao presidente e saem quando os novos policiais entrarem em ação. Lula disse que as equipes do Estado e da União manterão contatos para formalizar a parceria até o dia 10 de maio, quando ele tomará uma decisão sobre o assunto - revelou.
A governadora levou a Brasília seis itens para serem debatidos com o presidente, incluindo a construção de quatro presídios no Estado, sendo um federal. Rosinha revelou que, diariamente, a polícia do Rio prende 70 pessoas, provocando a superlotação das casas de detenção estaduais. Cada presídio custará cerca de R$ 16 milhões.
Rosinha disse considerar o sistema prisional do Brasil muito ruim, não estando preparado para recuperar dos detentos.
- Quanto mais gente superlotanto as celas, menos chance de recuperarmos alguém. Por isso, a necessidade de ter outros presídios para que tenhamos um número razoável de presos em cada unidade - acrescentou Rosinha.