Dentro de 15 dias, a contar da data de publicação da lista com os 4.754 motoristas punidos com a suspensão do direito de dirigir pelo Detran do Rio no Diário Oficial, PMs e guardas municipais vão começar uma caçada aos infratores. O órgão vai disponibilizar dados para a identificação on-line dos condutores punidos com a suspensão pelo período de um a três meses.
O procedimento permitirá que os agentes identifiquem em blitz os motoristas punidos. Outros 7.246, que aguardam resultado do primeiro recurso, também correm o risco de ficar sem habilitação.
Os motoristas entraram para a lista negra porque atingiram 20 pontos na carteira de habilitação ou cometeram infrações gravíssimas, como dirigir embriagado, exceder em mais de 50% a velocidade permitida e participar de pegas.
— Nossa expectativa é que todos os punidos compareçam ao Detran para se regularizar — afirma o presidente do Detran, Antônio Francisco Neto. Se o infrator for flagrado numa blitz sem ter dado entrada no processo de defesa e sem ter devolvido a carteira, além de ter o carro apreendido, será multado na categoria gravíssimo (R$ 314,91), e novo processo administrativo será aberto, com a possibilidade de cassação do documento.
De acordo com o chefe da Coordenadoria de Julgamento de Condutores do Detran, Flávio Horta Júnior, enquanto o infrator estiver se defendendo da punição, ele receberá um comprovante de efeito suspensivo, não podendo, assim, ser punido novamente se for parado em blitz. — Ele só terá a carteira suspensa depois de concluído todo o processo administrativo — ressalta Flávio.
Os condutores que não provarem inocência terão que devolver a carteira (na sede do Detran, na avenida Presidente Vargas 817, sobreloja, ou nas Ciretrans, no caso de quem mora no Interior) e passar por 30 h/aula de reciclagem e prova teórica. Os exames podem ser feitos em auto-escolas, que cobram, em média, R$ 80. O Detran, porém, está negociando convênio com a Fundação Escola de Serviço Público para baixar a taxa para R$ 24.