Segundo a secretaria, os internos foram transferidos para a Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu 1), no Complexo Penitenciário de Gericinó
Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro:
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro informou nesta terça-feira que identificou os seis presos que gravaram um vídeo com celular para denunciar a falta de água na Penitenciária Lemos de Brito (Bangu 6).
Segundo a secretaria, os internos foram transferidos para a Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu 1). No Complexo Penitenciário de Gericinó. Também conhecido como Complexo de Bangu, na Zona Oeste da cidade.
Em nota, a Seap informou ainda que o abastecimento de água está sendo normalizado no Complexo de Bangu.
Superlotação de presídios
O MP apurou, junto à Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), responsável pelo abastecimento do Grande Rio. E à Seap que o problema se deve ao aumento do consumo de água na região do complexo e à perda de pressão do sistema. Segundo a Cedae, deve-se a uma tentativa de furto que provocou um vazamento na adutora da região.
De acordo com o MP, o problema é ampliado devido à superlotação do sistema penitenciário.
Superlotação
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) informou que está acompanhando o problema de abastecimento de água no Complexo Penitenciário de Gericinó (Bangu), na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.
O MP apurou junto à Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Responsável pelo abastecimento do Grande Rio. E à Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, que o problema se deve ao aumento do consumo de água na região do complexo.
De acordo com o MP. O problema é ampliado devido à superlotação do sistema penitenciário. No Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho. Por exemplo, a água é dimensionada para atender a 1.699 presos. Mas há cerca de 3,5 mil detentos atualmente na unidade. O que faz com que cada interno tenha que se virar com menos da metade do volume de água que seria adequado.
Além disso, segundo o MP, é preciso ampliar a capacidade de armazenamento de água nas mais de 20 unidades do complexo. Fazer uma melhor conservação das redes internas do presídio e adotar medidas para o uso racional de água pelos detentos.
Por meio de nota, a Secretaria de Administração Penitenciária disse que está tentando contornar o problema com o envio de carros-pipa para a unidade. A Cedae, por sua vez, informou que uma nova rede de abastecimento foi implantada. Para reforçar o atendimento ao complexo prisional. A nova rede entrará em operação ainda esta semana, segundo a companhia.