Rio de Janeiro, 04 de Agosto de 2026

Rio terá semana de mobilização contra a dengue

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) do Rio vai promover a Semana Acadêmica de Mobilização por uma Cidade Livre de Dengue, de 21 a 25. O Estado registrou, neste ano, 20.150 casos suspeitos. Foram registradas grandes taxas de incidência nas cidades de Bom Jesus de Itabapoana, Santo Antônio de Pádua, Magé e Cantagalo.

Quinta, 17 de Março de 2011 às 08:19, por: CdB
A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) do Rio vai promover, em parceria com a Universidade Gama Filho (UGF), a Semana Acadêmica de Mobilização por uma Cidade Livre de Dengue, de 21 a 25 deste mês de março, no campus Piedade. O objetivo da ação é realizar atividades de educação e mobilização para a prevenção da doença no campus da UGF com toda a comunidade acadêmica. A Coordenação de Saúde da região do Méier, com a participação de profissionais de saúde e agentes de Vigilância em Saúde, será parceira nas atividades da semana, que acontecerão de forma interdisciplinar, envolvendo os diversos cursos da UGF. A semana começa, no dia 21 de março, com o Fórum Regional Intersetorial de Atualização em Dengue, no Teatro Dina Sfat, das 13 às 17 horas. Para que todos possam aprender na prática a evitar possíveis focos de dengue, no dia 23, das 13h30 às 15h30, acontecerá a gincana Ligados nos Focos com a comunidade acadêmica, funcionários da limpeza e jardinagem para identificação de possíveis criadouros existentes no campus. Para finalizar, no dia 24, graduandos e alunos da Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI) formarão o Bloco da Prevenção. E ao longo da semana, nos dias 21, 22 e 25, serão realizadas atividades lúdicas e educativas na sala de espera do Centro Integrado de Saúde, com apresentação de esquete teatral, paródia de marchinhas, jogos e pequenas gincanas. O Painel de Acompanhamento da Dengue é a mais nova ferramenta para controlar e combater a doença. O sistema de inteligência foi apresentado nesta quarta-feira pela Secretaria de Saúde e Defesa Civil, e vai auxiliar os gestores do órgão na tomada de decisões para minimizar os riscos de epidemia no Estado do Rio. Instalado no Departamento Geral de Defesa Civil, o painel de controle reunirá uma série de informações sobre a doença transmitida pelo Aedes aegypti, como número de casos notificados, taxa de incidência, óbitos confirmados, circulação vetorial e tipo viral em cada município. De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde, Hellen Miyamoto, os dados que ajudarão os profissionais da secretaria a ter um panorama mais completo sobre a doença são coletados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e nos registros de atendimentos feitos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24h. Com as informações unificadas, é possível agilizar ações como a realocação de bombeiros que atuam no controle da doença no interior fluminense, a instalação de novos centros de hidratação e a realização de campanhas em regiões específicas. – O painel facilita o trabalho dos gestores, que podem conhecer em tempo real a situação de possíveis pacientes infectados pelo mosquito em todos os municípios do estado. Os gestores da secretaria podem acessar o material em seus computadores ou ipads. O objetivo é que as informações possam ser visualizadas em qualquer local. Conhecendo as informações, vamos mobilizar a organização da assistência e vigilância ambiental e epidemiológica –, afirmou. O Governo do Estado está capacitando profissionais de hospitais da rede pública e UPAs, técnicos que trabalham no combate ao mosquito e agentes municipais de controle de endemias para diminuir as altas taxas de incidência da dengue. Além disso, o Corpo de Bombeiros realizará, em 26 municípios, cinco milhões de visitas a prédios públicos e residências para eliminar focos do mosquito. Entre os dias 2 de janeiro e 12 de março, o Estado registrou 20.150 casos suspeitos. Foram registradas grandes taxas de incidência nas cidades de Bom Jesus de Itabapoana (com 2.447 vítimas por 100 mil habitantes) e Santo Antônio de Pádua (1.158 casos), no Noroeste Fluminense, Magé (599 vítimas), na Baixada Fluminense, e Cantagalo (1.321 casos), no Centro-Sul. Os municípios afetados já receberam Centros de Referência para Atendimento da Dengue.
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