Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2026

Rio terá reforço na segurança durante as eleições

Quarta, 30 de Julho de 2008 às 09:14, por: CdB

Os presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), Roberto Wider, além do ministro da Justiça, Tarso Genro, reuniram-se nesta quarta-feira, para discutir a adoção de uma força-tarefa destinada à segurança de candidatos que disputam as eleições municipais na capital fluminense. Na véspera, o TRE-RJ e a secretaria estadual de Segurança do Estado anunciaram a criação de um grupo de trabalho para reforçar a lisura do processo eleitoral. A decisão foi tomada depois de o tribunal receber denúncias sobre a ação de milícias e traficantes para intimidar campanhas em seus currais eleitorais.

- Estamos satisfeitos porque estamos formando uma equipe. Montamos um grupo de trabalho que vai trabalhar com inteligência. No meu entender, nós não precisamos de Exército, mas de atuação de inteligência - disse Wider a jornalistas.

O desembargador, no entanto, disse que é preciso "ter cautela" no uso da Força Nacional de Segurança, durante as eleições.

- Não adianta colocar o Exército na rua. Não estamos vivendo estado de exceção - lembrou.

Wider também lembrou que é preciso tomar cuidado para não politizar a violência nas eleições.

- Não podemos permitir que isso seja objeto de especulação. Vai ser a eleição mais bonita que o Rio já teve - afirmou.

Já o ministro Ayres Britto não dispensa o apoio da Polícia Federal ou do Exército para garantir a tranqüilidade nas eleições municipais do Estado. Quer, no entanto, discutir a situação com Wider.

Para o superintendente da PF no Rio, delegado Valdinho Jacinto Caetano, a intervenção é apenas uma questão de tempo e já pediu reforços para Brasília. Segundo ele, a ajuda começará a partir da próxima semana.

- Como tenho uma série de investigações em curso, hoje são cerca de 30 mil (investigações), eu pedi (reforço) a Brasília e já fui atendido. Eles vão me mandar reforço de pessoal. Não importa se são cinco, 20 ou 50 homens. O que importa é fazer trabalho de qualidade - disse ele após reunião no TRE do Rio com a cúpula da segurança.

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