O Estado do Rio de Janeiro irá sediar, em julho de 2008, o Congresso Internacional de Gás Natural Veicular, cujo tema será <i>Uma alternativa em nossas mãos</i> (<i>An alternative in our hands</i>). O anúncio foi feito pelo secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer.
O secretário acrescentou que, por unanimidade, o Brasil derrotou as pretensões do Canadá, que também queria sediar o congresso. O Canadá é um dos países que mais exportam produtos para o setor, embora tenha apenas 60 mil veículos movidos a GNV. Sua indústria de produtos ligados ao setor é que é forte e tem por objetivo a exportação.
A decisão foi tomada pelo International Association for Natural Gas Vehicles (IANGV), o comitê internacional de GNV, em reunião realizada na cidade de Bolzano, na Itália. A proposta fluminense foi encaminhada pelo IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), através do Comitê de GNV do IBP, e contou com apoio do governo do estado.
- As cartas enviadas pela governadora Rosinha Garotinho e pelo secretário Wagner Victer, apoiando a iniciativa de realizar o congresso no Rio, foram de fundamental importância e contribuíram para a decisão - revelou R. Fernandes, coordenador do Comitê de GNV do IBP e vice-presidente da Associação Latino Americana de GNV.
Para Victer, esta foi uma vitória importante do país e, principalmente, do Estado do Rio, em meio à crise provocada pelo gás boliviano.
- Num momento turbulento, onde chegou a se falar na possibilidade de desabastecimento de gás natural, o Brasil conquista um evento de grande importância mundial justamente com o GNV, um dos setores ameaçados de desabastecimento. Aliás, o tema do congresso em 2008 é muito representativo, porque a questão da auto-suficiência em gás natural está realmente em nossas mãos e nas decisões importantes que devem ser tomadas para explorar o nosso potencial de produção - observa o secretário.
Victer destaca que o Brasil é o segundo maior mercado de GNV do mundo, com 940 mil veículos movidos por este combustível, considerado limpo, por ser menos poluente.
- Do total de 940 mil veículos movidos a GNV, 370 mil circulam no Estado do Rio, incluindo a frota de 27 mil taxistas da capital. São números impressionantes em termos mundiais. O primeiro mercado do mundo é o argentino, com pouco mais de um milhão de veículos. Uma decisão do governo do estado, implementando o programa de interiorização do gás em parceria com as concessionárias CEG e CEG-Rio, fez com que o Rio de Janeiro ultrapasse São Paulo em número de postos de abastecimento de GNV. Hoje, temos 361 postos funcionando e chegaremos a 400 até outubro deste ano, com a chegada do gás natural a Niterói e a outros municípios do interior - ressalta Victer.
Participaram da reunião do Comitê Internacional de GNV, que deu a vitória ao Rio de Janeiro, representantes de 20 países, entre eles Estados Unidos, Egito, Austrália, Nova Zelândia, Suíça, Holanda e Canadá, que desistiu de propor a candidatura do país para sediar o congresso em 2008 e votou a favor do Brasil.
Para o turismo fluminense será muito importante a realização de um congresso desse porte, segundo o secretário de Turismo, Sérgio Ricardo de Almeida, acrescentando que ele virá logo após os Jogos Pan-Americanos de 2007, sendo possível então aproveitar a infra-estrutura montada na cidade.
- O congresso consagra o Rio de Janeiro como um dos principais roteiros para eventos internacionais e será realizado no novo centro de convenções da cidade que está sendo construído na Cidade Nova, perto da sede da Prefeitura do Rio - informa Sérgio Ricardo.
O próximo Congresso Internacional de GNV , que acontecerá a cada dois anos, será realizado em 2006, no Cairo, capital do Egito. No ano passado, ele foi realizado na Argentina.