O Aerporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, é um dos terminais escolhidos para receber algumas das conexões de vôos tradicionalmente sairiam de Congonhas, em São Paulo.
Além do Rio, outras Capitais do País receberão outras conexões que pertenciam ao aeroporto paulista. A medida de redistribuição de vôos foi anunciada no fim da noite desta segunda-feira pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, após a reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), com o objetivo de desafogar o aeroporto de Congonhas.
Cerca de 151 vôos, de um total de 712 serão redistribuídos. O remanejamento é a implementação da diretriz geral adotada na primeira reunião do Conac, quando ficou decidido que Congonhas não seria mais um terminal de conexões e escalas, mas, sim, origem e destino de vôos "ponto-a-ponto". O prazo para a implantação das medidas é de 60 dias a contar de 20 de julho. Ou seja, até as mudanças precisam estar implementadas até o final de setembro.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentou também a proporção de localidades que possuem vôos no terminal. Cerca de 23% são vôos da ponte-aérea São Paulo-Rio de Janeiro; outros 23% com o conjunto de Brasília (9%), Confins (6%), Curitiba (8%); cerca de 10% dos vôos programados para o interior paulista; e quase a metade (44%) de outras localidades, de onde devem sair a maioria dos vôos remanejados.
Veja a seguir um resumo das mudanças:
Aeroporto de Curitiba servirá de conexão para vôos até a região Sul;
Aeroportos do interior paulista e de Brasília farão conexão para o Centro-Oeste;
Aeroporto de Brasília também fará conexões para Norte;
Aeroporto do Galeão fará conexões para Nordeste, Europa, América do Sul e do Norte;
Aeroporto de Confins também terá conexões para o Nordeste;
Congonhas manterá os vôos da ponte-aérea para o Rio de Janeiro especificamente para o Santos Dummont.