Na sexta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde realizará o I Encontro do Programa de Controle do Câncer de Mama, com palestras no auditório do Centro Administrativo da prefeitura. O objetivo é discutir as ações iniciadas em fevereiro de 2004 com o projeto-piloto de examinar 20 mil mulheres na Zona Oeste em dois anos.
Cerca de 11 mil mulheres do grupo de maior risco (dos 59 aos 69 anos) já passaram pelo rastreamento clínico e mamográfico e 33 foram encaminhadas para tratamento. Além dos exames, o programa treinou 35 ginecologistas, 12 clínicos gerais, 24 enfermeiros e 141 agentes comunitários de saúde do Programa Saúde da Família para identificar mulheres portadoras da doença. Foram definidas as unidades de referência para casos mais graves.
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que o câncer de mama ocupa o primeiro lugar em incidência e mortalidade na população feminina do Brasil. No Rio de Janeiro, são registrados, em média, 4.500 novos casos e 900 mortes por ano. Existem na cidade cerca de 560 mil mulheres na faixa de maior risco, sendo 55 mil somente da região de Campo Grande. O diagnóstico precoce da doença permite às mulheres permanecerem na vida social, preservarem sua capacidade de trabalho e conquistarem auto-estima.