Por Jornal do Brasil 13/06/2011 às 18:08
"Eu sou professora há 18 anos. Há 15 não temos reajuste salarial, apenas gratificações que não são incorporadas ao nosso salário. Reivindicamos a valorização do nosso trabalho porque R$ 619 é uma vergonha, isso não é salário de professor"
Professores da rede estadual do Rio de Janeiro realizarão nova assembleia nesta terça-feira, dia em que a categoria completa uma semana de greve. O encontro visa definir os rumos da paralisação, que ainda não surtiu os efeitos desejados pelos grevistas. Enquanto o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ (Sepe) afirma que 70% dos professores aderiram à greve, a Secretaria de Educação do Estado contesta que o número não chega a 2% dos docentes.
Os professores reivindicam um reajuste emergencial de salário, a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015) e o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual. A assembleia desta terça-feira está marcada para as 14h no Clube Municipal.
Sem negociação
Na última quinta-feira, os líderes do movimento grevista foram recebidos para uma reunião com o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia. Os docentes apresentaram as principais pautas de reivindicações, mas não se chegou a um acordo.
De acordo com a diretora do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), Ivonete Conceição da Silva, os professores cobram um reajuste salarial de 26%. "Eu sou professora há 18 anos. Há 15 não temos reajuste salarial, apenas gratificações que não são incorporadas ao nosso salário. Reivindicamos a valorização do nosso trabalho porque R$ 619 é uma vergonha, isso não é salário de professor", afirmou.