O sucesso da passagem da tocha olímpica pelo Rio de Janeiro no último domingo motivou os organizadores dos Jogos Pan-Americanos de 2007 do Rio a pensar em um grande revezamento da tocha pan-americana.
O revezamento da chama pan-americana nunca teve grande alcance internacional. Na maioria das vezes, sai do México, onde o fogo está nas montanhas da cidade Chichén Itzá, em direção ao país sede da competição.
No último Pan-Americano, em Santo Domingo, no ano passado, a chama passou apenas por cidades dentro da própria República Dominicana antes de acender a pira na cerimônia de abertura dos Jogos.
A idéia do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 (Co-Rio) é que todas as cidades que já organizaram a competição participem do revezamento, que também passará por todas as capitais brasileiras antes de chegar ao Rio de Janeiro.
"Ainda não sabemos a disponibilidade nem a vontade de todas os países, mas todas as cidades que já realizaram os Jogos Pan-Americanos serão convidadas para participar do revezamento", afirmou o presidente do COB e do Co-Rio, Carlos Arthur Nuzman.
"Precisamos acertar todos os aspectos técnicos do revezamento, mas vamos contar com os nossos amigos do revezamento da Olimpíada de Atenas para elaborarmos esse projeto".
Nuzman quer que a empresa Alem, responsável pelo revezamento de Atenas, seja a parceira do Co-Rio para o revezamento pan-americano. O dirigente afirmou ainda não saber quanto será necessário investir para a realização do evento.
"Ele (Steven McCarthy, chefe da Alem) estará envolvido com o revezamento de Atenas até agosto, quando começará a Olimpíada, mas depois vamos sentar para discutir o revezamento pan-americano", afirmou.
A proposta do grande revezamento ainda será apresentada à Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), provavelmente em uma reunião extraordinária da entidade em maio do ano que vem no Rio de Janeiro.
Segundo o presidente do COB, a idéia de formar um revezamento inédito passando por todo o continente americano surgiu em um encontro entre o prefeito do Rio, Cesar Maia, o ministro de Esportes, Agnelo Queiroz, e o próprio Nuzman durante a passagem da tocha olímpica pelo Rio, atraindo quase 1,5 milhão de pessoas às ruas.