O Rio Paraíba do Sul abastece 14 milhões de pessoas, e é usado principalmente para a indústria e irrigação agrícola. Mas a poluição por metais pesados como mercúrio, chumbo e cromo das hidrelétricas e siderurgias construídas ao redor, atrapalha as atividades e põe em risco o meio ambiente local. Com o intuito de melhorar a qualidade da água, está sendo feita uma parceria entre os governos do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Nesta sexta-feira, a promotora de Justiça de Tutela Coletiva do Meio Ambiente, Denise Muniz de Tarin, do Ministério Público (MP) fluminense, se reúne com o procurador Daniel Fisk e os promotores que atuam na área para definir uma estratégia de atuação conjunta. O encontro será no MP de São Paulo. A intenção é reunir os promotores de Justiça dos dois estados para fiscalizar e coibir o despejo de rejeitos industrais e a ocupação irregular do rio.
- O Paraíba do Sul já vive uma situação de estresse hídrico. Ele é responsável por 80% do abastecimento de água na região metropolitana fluminense e por 20% de sua produção de energia hidrelétrica. No curto prazo, temos o comprometimento da qualidade da água e, a médio e longo prazos, teremos sérios problemas de quantidade e risco de racionamento, com prejuízo da atividade econômica fluminense - alerta a promotora Denise de Tarin.
Os municípios que mais o poluem estão em território paulista: Taubaté, São José dos Campos, Guaratinguetá e Jacareí. A bacia do Paraíba do Sul banha 53 cidades, nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.