Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Rio na liderança do setor siderúrgico da América Latina

Quarta, 12 de Janeiro de 2005 às 14:08, por: CdB

O Estado do Rio de Janeiro deu hoje passo fundamental para ocupar a liderança do setor siderúrgico na América Latina. Em solenidade no Palácio Laranjeiras, a governadora Rosinha Garotinho, a empresa alemã ThyssenKrupp Stahl A.G. e a Companhia Vale do Rio Doce firmaram protocolo de intenções para a instalação de um complexo siderúrgico próximo ao Porto de Sepetiba. Durante a solenidade, já foi apresentado o projeto do empreendimento, que será realizado pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), joint-venture formada pelas duas empresas.

- Iniciar este ano de 2005 comemorando a chegada de um complexo siderúrgico deste porte é sinal expressivo de que o nosso estado vive um tempo de prosperidade - comemorou a governadora, ao lado do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e dos presidentes da Thyssen, Karl-Ulrich Köhler, e da Vale, Roger Agnelli.
As empresas vão investir R$ 9 bilhões no empreendimento, que receberá incentivos fiscais do governo do estado. O complexo será formado por uma usina siderúrgica e unidades complementares - terminais marítimos, usina termelétrica e coqueria - e cerca de dez mil pessoas vão trabalhar na fase de construção do complexo. Quando todas as unidades estiverem em operação, serão mais 3,5 mil postos de trabalho diretos e 15 mil indiretos.

A produção da usina de aço, que terá investimentos de US$ 1,5 bilhão, deverá atingir inicialmente a marca de 4,4 milhões de toneladas por ano. A expectativa é que a primeira placa de aço esteja pronta em três anos e meio, com a usina funcionando a pleno vapor no final de 2008. Já a capacidade da usina termelétrica do complexo será de 400 megawatts, o que representa 8% da demanda de energia do Rio de Janeiro. Os terminais marítimos vão exportar a produção, que será totalmente direcionada ao mercado externo.

- Com a conclusão de todos os investimentos no setor, que também incluem a expansão da Gerdau e da CSN, o estado deve passar das atuais sete milhões de toneladas de aço produzidas por ano para alcançar, nos próximos quatro anos, a marca de 21 milhões de toneladas anuais - calculou Rosinha.

De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Humberto Mota, o projeto do complexo siderúrgico será o maior realizado por grupos privados no país nos últimos vinte anos e marca simbolicamente o início de 2005 no estado. Além do otimismo com o projeto anunciado hoje, o secretário lembrou que nos últimos anos o Rio vem se destacando no cenário nacional, apresentando índices de crescimento significativos. 

- Nos últimos dez anos, registramos um crescimento industrial de 49,8% contra 25,6% da média brasileira. Além disso, o PIB fluminense cresceu neste mesmo período 39,9% contra os 19,2% registrados no país. E apenas em 2004, o governo do estado concluiu o ano com R$ 50,1 bilhões em novos investimentos definidos no território fluminense. E com relação à geração de empregos, foram criados mais de 111 mil postos de trabalho com carteira assinada, o que comprova o sucesso da política de desenvolvimento econômico e geração de empregos empreendida pela atual administração estadual - avaliou Mota.

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