Rio de Janeiro, 26 de Janeiro de 2026

Rio: Justiça condena ex-governador Sérgio Cabral por incentivos fiscais irregulares

A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-governador do Estado Sérgio Cabral e a empresa francesa Michelin

Sexta, 07 de Outubro de 2016 às 09:12, por: CdB

A cobrança do imposto foi sendo adiada, por prazo indeterminado, enquanto a empresa comprava maquinário para a ampliação de sua fábrica em Itatiaia, no sul Fluminense

Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro:

A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-governador do Estado Sérgio Cabral e a empresa francesa Michelin. Eles vão ter que ressarcir os cofres públicos. Por benefícios fiscais irregulares.

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O ex-governador do Estado do Rio Sérgio Cabral

Segundo informações do Ministério Público Estadual, os benefícios do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foram concedidos a partir de 2010. A cobrança do imposto foi sendo adiada, por prazo indeterminado. Enquanto a empresa comprava maquinário para a ampliação de sua fábrica em Itatiaia, no sul Fluminense.

O processo começou como uma ação popular, que pedia para a Justiça considerar os benefícios ilegais. Mas a ação foi julgada improcedente. Então, a 11ª Promotoria de Justiça de Fazenda Pública, do Ministério Público Estadual, recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça.

Valores

Os valores a serem ressarcidos não foram divulgados pelo Ministério Público. Em nota, divulgada por sua assessoria, Cabral considerou a decisão equivocada. Já que, segundo ele, o incentivo permitiu que a Michelin consolidasse suas fábricas dentro do Estado. E que isso triplicou o ICMS pago.

Para o ex-governador, a política de incentivos dos últimos nove anos atraiu grandes empresas para o estado. “Uma decisão equivocada e em que cabe recurso pela sua aberração jurídica e violência contra uma política de desenvolvimento pautada em regras e compromissos recíprocos dos entes privados e do governo do estado. Essa decisão pode comprometer bilhões de investimentos que serão realizados no estado nos próximos anos, além de gerar insegurança jurídica”, diz a nota.

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