Rio de Janeiro, 17 de Maio de 2026

Rio investe R$ 300 milhões em segurança

A área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro recebe investimentos que ultrapassam R$ 300 milhões para a compra de equipamentos e tecnologia de ponta para auxiliar os serviços de investigação e prevenção ao crime. Um sofisticado sistema de seguranças por câmeras já funciona na Central do Brasil, sede da Secretaria de Segurança. (Leia Mais)

Quinta, 14 de Julho de 2005 às 08:05, por: CdB

A área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro vive um novo momento. Com investimentos que ultrapassam R$ 300 milhões, o setor conta atualmente com modernos equipamentos e tecnologia de ponta auxiliando os serviços de investigação e prevenção ao crime. Recentemente foi inaugurado um avançado sistema de seguranças por câmeras, o Centro de Comando e Controle, na Central do Brasil, sede da Secretaria de Segurança.

O centro é um avançado sistema de segurança por câmeras que auxilia o trabalho da Polícia Militar. Criado e implementado por uma empresa israelense, foi utilizado no esquema de segurança dos Jogos Olímpicos de Atenas e será ainda mais um reforço do governo na garantia de sucesso dos Jogos Pan-Americanos de 2007.

Orçado em R$ 52 milhões, o projeto prevê a instalação, até o final deste ano, de 220 câmeras nos 22 batalhões da PM na Região Metropolitana. Três batalhões já possuem sistemas de monitoramento por câmeras - 19º BPM (Copacabana), 23º BPM (Leblon) e 17º BPM (Ilha do Governador) - e as imagens estão sendo captadas pelo Centro de Comando e Controle, que recebe também imagens de câmeras instaladas no presídio Bangu III.

O governo aplicou R$ 12 milhões na fase inicial e os outros R$ 40 milhões virão da Embratel, empresa que apresentou a melhor proposta para participar do Programa Estadual de Parcerias no Combate à Violência. O programa, instituído por meio da Lei 4.180 sancionada pela governadora Rosinha Matheus, em junho do ano passado, permite que empresas privadas destinem até 10% do que pagam mensalmente de ICMS a projetos de segurança.

Exemplo da modernização na estrutura da Polícia Civil é o Laboratório de Genética Forense do DPTC (Departamento de Polícia-Técnico Científica), instalado na sede da Academia de Polícia Civil Sylvio Terra (Acadepol). O laboratório realiza exames de DNA destinados ao esclarecimento de crimes. O estado investiu R$ 1,1 milhão na compra dos equipamentos e R$ 600 mil na construção do laboratório, que colocou o Rio de Janeiro na Rede Nacional de Genética Forense do Ministério da Justiça.

Seis peritos e quatro integrantes de universidades, entre professores e estudantes de doutorado em genética, trabalham no local. Os casos mais comuns de análise estão relacionados a estupro, onde o material é recolhido no corpo da vítima e comparado ao DNA do suspeito.

A unidade dispõe dos mais modernos equipamentos de análise genética, incluindo dois seqüenciadores com capacidade para realizar análises de 20 casos por semana. Cada aparelho custou R$ 300 mil e são utilizados para estudar evidências e pistas deixadas nos locais de crimes. Os aparelhos de análise genética funcionam ligados a computadores, gerando arquivos digitais, que são seqüências de números, trechos do DNA de um ser humano.

O Programa Delegacia Legal foi outro passo decisivo na modernização da Polícia Civil, alçando-a a um nível de primeiro mundo. De 1999 a 2005, foram investidos R$ 225 milhões no programa, com a implantação de 83 delegacias legais e 11 casas de custódias.

- O Programa Delegacia Legal mudou o paradigma da polícia a partir de investimentos em treinamento do policial, em tecnologia, nova sistematização dos procedimentos policiais, reforma física e construção de novos prédios das unidades policiais - defende César Campos, coordenador do projeto.

As modificações implantadas nas delegacias legais envolvem desde a divisão do espaço físico até as rotinas internas das unidades. A tecnologia implantada envolve o uso de softwares, computadores, impressoras, scanners, fotos digitalizadas, ligações em rede, ligações com outros bancos de dados, intranet e Internet.

A polícia técnica também está mudando. O governo investiu R$ 500 mil na compra de três furgões equipados com laboratórios móveis de criminalística, para a realização de perícias volantes. Dessa forma, serão agilizados os procedimentos dos peritos, que terão

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