A área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro vive um novo momento. Com investimentos que ultrapassam R$ 300 milhões, o setor conta atualmente com modernos equipamentos e tecnologia de ponta auxiliando os serviços de investigação e prevenção ao crime. Recentemente foi inaugurado um avançado sistema de seguranças por câmeras, o Centro de Comando e Controle, na Central do Brasil, sede da Secretaria de Segurança.
O centro é um avançado sistema de segurança por câmeras que auxilia o trabalho da Polícia Militar. Criado e implementado por uma empresa israelense, foi utilizado no esquema de segurança dos Jogos Olímpicos de Atenas e será ainda mais um reforço do governo na garantia de sucesso dos Jogos Pan-Americanos de 2007.
Orçado em R$ 52 milhões, o projeto prevê a instalação, até o final deste ano, de 220 câmeras nos 22 batalhões da PM na Região Metropolitana. Três batalhões já possuem sistemas de monitoramento por câmeras - 19º BPM (Copacabana), 23º BPM (Leblon) e 17º BPM (Ilha do Governador) - e as imagens estão sendo captadas pelo Centro de Comando e Controle, que recebe também imagens de câmeras instaladas no presídio Bangu III.
O governo aplicou R$ 12 milhões na fase inicial e os outros R$ 40 milhões virão da Embratel, empresa que apresentou a melhor proposta para participar do Programa Estadual de Parcerias no Combate à Violência. O programa, instituído por meio da Lei 4.180 sancionada pela governadora Rosinha Matheus, em junho do ano passado, permite que empresas privadas destinem até 10% do que pagam mensalmente de ICMS a projetos de segurança.
Exemplo da modernização na estrutura da Polícia Civil é o Laboratório de Genética Forense do DPTC (Departamento de Polícia-Técnico Científica), instalado na sede da Academia de Polícia Civil Sylvio Terra (Acadepol). O laboratório realiza exames de DNA destinados ao esclarecimento de crimes. O estado investiu R$ 1,1 milhão na compra dos equipamentos e R$ 600 mil na construção do laboratório, que colocou o Rio de Janeiro na Rede Nacional de Genética Forense do Ministério da Justiça.
Seis peritos e quatro integrantes de universidades, entre professores e estudantes de doutorado em genética, trabalham no local. Os casos mais comuns de análise estão relacionados a estupro, onde o material é recolhido no corpo da vítima e comparado ao DNA do suspeito.
A unidade dispõe dos mais modernos equipamentos de análise genética, incluindo dois seqüenciadores com capacidade para realizar análises de 20 casos por semana. Cada aparelho custou R$ 300 mil e são utilizados para estudar evidências e pistas deixadas nos locais de crimes. Os aparelhos de análise genética funcionam ligados a computadores, gerando arquivos digitais, que são seqüências de números, trechos do DNA de um ser humano.
O Programa Delegacia Legal foi outro passo decisivo na modernização da Polícia Civil, alçando-a a um nível de primeiro mundo. De 1999 a 2005, foram investidos R$ 225 milhões no programa, com a implantação de 83 delegacias legais e 11 casas de custódias.
- O Programa Delegacia Legal mudou o paradigma da polícia a partir de investimentos em treinamento do policial, em tecnologia, nova sistematização dos procedimentos policiais, reforma física e construção de novos prédios das unidades policiais - defende César Campos, coordenador do projeto.
As modificações implantadas nas delegacias legais envolvem desde a divisão do espaço físico até as rotinas internas das unidades. A tecnologia implantada envolve o uso de softwares, computadores, impressoras, scanners, fotos digitalizadas, ligações em rede, ligações com outros bancos de dados, intranet e Internet.
A polícia técnica também está mudando. O governo investiu R$ 500 mil na compra de três furgões equipados com laboratórios móveis de criminalística, para a realização de perícias volantes. Dessa forma, serão agilizados os procedimentos dos peritos, que terão