O Rio de Janeiro tornou-se o último Estado do país a instalar o Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Infantil e de Proteção ao Trabalhador Adolescente. No evento, o coordenador nacional da Organização Internacional do Trabalho, Pedro Américo Oliveira, chamou a atenção para o fato de 5,4 milhões de crianças e adolescentes no Brasil trabalharem na informalidade.
Segundo ele, o dado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do IBGE é subcalculado, quando se leva em conta a quantidade de jovens cooptados pelo tráfico, submetidos à exploração sexual ou no trabalho doméstico.
Os fóruns estaduais de combate ao trabalho infantil começaram a ser instalados há três anos em todo o país, de acordo com o delegado regional do Trabalho, Henrique Pinho. A instituição reúne órgãos do governo e entidades civis para mapeamento do trabalho infantil no Estado a fim de identificar os focos de incidência da exploração de menores.
— A partir daí, a delegacia regional entra com a fiscalização — explica Pinho.
No Rio, há 148.297 jovens trabalhadores identificados pela Pnad. O delegado regional Henrique Pinho não soube explicar por que o Estado foi o último do País a instalar seu fórum.
— Assim que tomei posse decidi trabalhar para implantá-lo, mas não sei o motivo da demora — disse.