O Estado do Rio de Janeiro inicia, no dia 1º de setembro, a segunda etapa anual da campanha de vacinação e erradicação da febre aftosa, que ocasiona graves prejuízos à economia do país, em geral, e à rural, mais intensamente. A abertura da campanha será no Jardim Botânico de Niterói, no Fonseca, com a vacinação de bovinos.
De acordo com o secretário de Agricultura, Christino Áureo, o estado tem 2,05 milhões de cabeças de gado e há uma tendência de esse número ser ampliado ainda mais.
- Esperamos contar com produtores, cooperativas, sindicatos rurais e, principalmente, prefeituras, que são parceiras, para que consigamos vacinar todo o rebanho fluminense de bovinos e bubalinos (búfalos), o que nos dará uma segurança muito grande - ressaltou.
O secretário informou que, devido às ações que vêm sendo executadas, o gado do estado está saudável, possibilitando o crescimento do rebanho e da produção de leite e carne. O Estado do Rio de Janeiro é considerado Área Livre de Febre Aftosa com Vacinação, título concedido pela Organização Internacional de Epizootias (OIE), com sede na Europa.
- Estamos batendo recordes de produção desde o ano passado. Pela primeira vez, superamos a barreira de 500 milhões de litros de leite produzidos - comemorou Christino, ao informar que, este ano, o estado também baterá mais um recorde, com mais de 220 leilões de gado e cavalos registrados na Secretaria de Agricultura. Ano passado, foram 186.
A campanha contra a febre aftosa é feita em todo o estado, duas vezes ao ano, em março e em setembro, e tem por objetivo manter o rebanho sadio, apto a atender aos mercados nacional e internacional, com o fornecimento de material genético - sêmen, embriões, matrizes e reprodutores - e carne de qualidade. Durante as etapas, são feitas ações para a conscientização dos pecuaristas sobre a importância da imunização dos rebanhos, envolvendo o ministério e as secretarias estadual e municipais de Agricultura, associações e cooperativas de produtores.
Para o presidente da Associação de Criadores do Estado do Rio de Janeiro (Acerj), Flávio Tavares, as medidas sanitárias adotadas nos últimos anos, "com excelência e rigor", como definiu, têm se refletido na qualidade dos produtos. Ele destacou ainda que o consumidor é o maior beneficiado.
De acordo com informações da Defesa Sanitária, os últimos casos de febre aftosa registrados no estado foram em 1997, em Itaperuna, na Região Noroeste Fluminense, e em Magé, na Baixada Fluminense.
Rio de Janeiro, 11 de Maio de 2026
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