Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Rio inicia obras de construção da Clínica da Família na Maré

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio deu início na manhã desta quarta-feira às obras de construção da Clínica da Família da Avenida Bento Ribeiro Dantas, na Favela da Maré, na Zona Norte do Rio.

Quarta, 08 de Abril de 2015 às 08:53, por: CdB
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A unidade contará com dez equipes de saúde da família e quatro de saúde bucal
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio deu início na manhã desta quarta-feira às obras de construção da Clínica da Família da Avenida Bento Ribeiro Dantas, na Favela da Maré, na Zona Norte do Rio. A unidade contará com dez equipes de saúde da família e quatro de saúde bucal, beneficiando 30 mil moradores das comunidades Vila do Pinheiro, Conjunto do Pinheiro e Salsa e Merengue. A obra ficará a cargo da RioUrbe. Hoje, a população do Complexo da Maré é atendida em oito unidades de Atenção Primária (uma Clínica da Família, dois Centros Municipais de Saúde e cinco Postos de Apoio em Saúde). O Município do Rio conta com 74 clínicas da família inauguradas desde 2009. A meta da prefeitura é inaugurar, este ano, mais 15 unidades, de um total de 66 até o fim de 2016, alcançando uma cobertura de 70% da população pelo Saúde da Família. Em 2008, apenas 3,5% dos cariocas eram cobertos pela estratégia. Atualmente, já são 47,9% de cobertura da população, o que representa mais de três milhões de pessoas beneficiadas.

UPP em regime emergencial

As bases definitivas das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) serão construídas em caráter emergencial pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, conforme antecipou o governador Luiz Fernando Pezão. Ele criticou a burocracia e disse que, se preciso for, as unidades fixas serão erguidas mesmo sem licença e títulos de propriedade. - Há uma burocracia muito grande que precisa ser vencida. Se ficarmos esperando título de propriedade, registro de imóveis, licenças, vamos aguardar pelo resto da vida e o policial continuará trabalhando em condições precárias. Por isso, tomei essa decisão de construir as bases definitivas em caráter emergencial. Se precisar responder a processo, responderei. As obras da Maré já começaram. A Assembleia Legislativa do Rio nos doou R$ 70 milhões para construirmos essas bases. O prefeito Eduardo Paes vai nos ajudar com a construção de pelo menos oito unidades - afirmou Pezão. O governador antecipou que anunciará, em breve, uma série de medidas para fortalecer a pacificação no Rio. Uma das estratégias é ampliar a convocação do número de policiais concursados. - Já integramos à PM mais de 1.100 policiais nos três primeiros meses deste ano. Temos seis mil novos policiais militares concursados em fase de admissão. E se precisar aumentar o número, o faremos para reforçar não somente as UPPs - afirmou Pezão. O treinamento de policiais é considerado pelo governador fundamental para o sucesso no processo de reocupação do Complexo do Alemão. As ações na comunidade não contarão com o apoio das Forças Armadas que, segundo Pezão, têm agora a missão de atuar nas fronteiras, iniciando o trabalho de segurança para os Jogos Olímpicos de 2016. A reocupação terá reforço dos batalhões de Operações Policiais Especiais (Bope) e de Choque (BPChoque). - Estamos no Alemão com patrulhamento reforçado pelo Bope e Choque. Hoje, temos quase 10 mil policiais atuando em comunidades pacificadas. Já capacitamos os PMs do São João e vamos, agora, treinar os soldados do Alemão e de outras comunidades para fazer essa reocupação - disse. O governador reforçou a grande contribuição da política de pacificação para a redução de homicídios e também para apreensão de armas e drogas no Rio. - As UPPs reduziram as taxas de homicídios. Antes do programa de pacificação, a Divisão de Homicídios não entrava nas comunidades. O trabalho de investigação da Polícia Civil tem sido extraordinário. Antes, as pessoas morriam nestas comunidades e a polícia não podia entrar lá nem para periciar. O tráfico julgava, condenada e matava. Registramos, em fevereiro deste ano, o menor índice de homicídios em toda a série histórica, iniciada há 15 anos. Nunca se apreendeu tantas armas e drogas. A polícia tirou do tráfico 100 fuzis somente nos três primeiros meses do ano. Ninguém pode questionar o sucesso da política de pacificação e a redução de homicídios no Rio - destacou Pezão.
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