Profissionais capacitados nos Estados Unidos, uso de tecnologia alemã e adoção de protocolos internacionais para atender os pacientes. O Centro de Trauma do Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, Região Metropolitana, será uma das unidades mais modernas do país.
Unidade, que começa a funcionar na sexta-feira, segue modelo americano de atendimento
Profissionais capacitados nos Estados Unidos, uso de tecnologia alemã e adoção de protocolos internacionais para atender os pacientes. O Centro de Trauma do Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, Região Metropolitana, será uma das unidades mais modernas do país. O espaço, que começará a funcionar na sexta-feira, também será o primeiro núcleo de referência no atendimento a pacientes politraumatizados no Estado do Rio.
Resultado de um projeto que começou a ser desenvolvido em 2010, com a consultoria técnica do Centro de Trauma de Baltimore, nos Estados Unidos, o Estado investiu R$ 6,2 milhões em infraestrutura e equipamentos na nova unidade.
O Centro de Trauma do Hospital Alberto Torres vai contar com dez enfermeiros e 17 médicos que foram treinados no Ryder Trauma Center, da Universidade de Miami, no Children’s, hospital dedicado à criança em Washington, e no Centro de Trauma de Baltimore, na Universidade de Maryland, considerada referência em todo o território norte-americano para casos de politraumatismo e também para atendimento ao presidente dos EUA, Barack Obama.
Com mil metros quadrados, a unidade terá três salas cirúrgicas, além de uma sala de tomografia exclusiva e cinco leitos de recuperação pós-anestésica. O centro conta ainda com 35 leitos de CTI, quatro leitos de observação e heliponto para receber casos urgentes de todo estado. Uma das salas de cirurgia é inteligente, equipada com tecnologia alemã. Do centro cirúrgico, o médico poderá acompanhar a tomografia em tempo real.
Alta complexidade tem prioridade
A unidade somente atenderá casos de alta complexidade. Segundo o coordenador de Trauma e Núcleos especializados da Secretaria de Saúde, Rogério Casemiro, atualmente, em média, dez casos deste tipo chegam aos hospitais públicos estaduais a cada dia.
- A previsão é de que sejam atendidos em torno deste número por dia somente no novo Centro de Trauma - disse Casemiro.
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