A produção de fontes alternativas de energia foi incentivada no Rio Grande do Sul por um Comitê Gestor dos Arranjos Produtivos de Bioenergia.
A idéia é gerar energia a partir de matéria-prima agrícola, estimulando o cultivo de cana-de-açúcar e de oleaginosas como canola, colza, girassol, amendoim, soja, linhaça e mamona.
O decreto que institui o AP-Bionergia-RS, apoiado por setores da área tecnológica pública e privada, foi assinado, na segunda-feira, pelo governador Germano Rigotto.
- A bioenergia é o futuro como fonte alternativa e vai gerar novas fábricas e empregos - explicou o governador gaúcho, que preside o Comitê.
Ele informou que a partir de 2008, o diesel comercializado no país terá, obrigatoriamente, 2% de biodiesel, percentual que subirá para 5% cinco anos depois.
Para a adição inicial de 2% de biodiesel, será necessária a oferta de mais 900 mil toneladas/ano de óleo vegetal, até 2008, e de 2,7 milhões de toneladas/ano, até 2013.
Segundo Rigotto, antes mesmo do programa nacional de utilização do biodiesel, o governo gaúcho já assinava um documento como primeiro passo nessa direção.
- Já sabíamos que esta é uma alternativa importante para fazer frente à redução da oferta mundial de petróleo - afirmou o governador, referindo-se ao lançamento do Programa Gaúcho de Biodiesel (Probiodiesel-RS), lançado em 25 de novembro de 2003.
O secretário de Estado de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Luis Roberto Ponte, disse que na próxima semana será formado o corpo técnico do Comitê.
Ele anunciou que Passo Fundo, no norte do estado, estuda a instalação de uma fábrica de biodiesel de soja. Em Rio Grande e em Camaquã já existem duas fábricas de produção de biodiesel de mamona.