O Estado do Rio gera muito mais empregos formais, isto é, com carteira assinada, do que o país. Tomando por base dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados esta semana pelo Ministério do Trabalho, no primeiro quadrimestre do ano, ou seja, de janeiro a abril, o país teve crescimento de somente 2% no número de empregos formais, enquanto o Estado do Rio cresceu 31,5%, em relação ao mesmo período de 2005.
A justificativa do governo estadual é a eficácia da política de incentivos fiscais que implementa desde 1999 e que já atraiu e continua atraindo grandes, médias e pequenas empresas para o estado. De janeiro a abril deste ano, foram criados no estado mais 31,5% postos de trabalho do que os gerados no mesmo período de 2005.
Segundo o secretário de Trabalho e Renda, Marco Anonio Lucidi, só em abril, no Estado do Rio, foram gerados 18.293 postos de trabalho. De janeiro a abril, foram mais 36.002 empregos.
- O Estado do Rio atravessa acelerada fase de desenvolvimento. Em 2005, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado cresceu 5,1% - frisou Lucidi.
O secretário acrescenta que o aumento no número de colocações no mercado não veio por acaso, mas é fruto das condições criadas pelo governo do estado ao longo dos últimos anos. Desde janeiro de 2003, já foram gerados 300 mil postos de trabalho no mercado e até o fim do ano serão mais de 400 mil empregos.
- Estas conquistas são frutos de muito trabalho, incentivos fiscais, credibilidade, desconcentração das atividades econômicas que reduzem as desigualdades regionais, aproveitamento inteligente das oportunidades abertas pelo petróleo, corroado pela recente decisão de implantação da refinaria de Itaboraí, que vai gerar mais 200 mil empregos formais nos próximos anos - detalhou Lucidi.
E não é apenas a refinaria que dá uma perspectiva de muitos empregos aos fluminenses. Lucidi listou outros investimentos de peso a caminho, como a implantação da Companhia Sidéurgica do Atlântico (CSA) e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que construirá no mínimo dois dos quatro alto-fornos na Região Metropolitana, transformando a região de Sepetiba no maior produtor de aço da América Latina e gerando 70 mil empregos.