Das sete capitais pesquisadas pesquisadas pela a Fundação Getulio Vargas (FGV) para formar o Índice de Preços ao Consumidor – semanal (IPC-S), o Rio foi a única que apresentou alta na última semana de fevereiro: passou de 0,62% para 0,76%.
Segundo o coordenador da pesquisa, André Braz, o reajuste das tarifas de ônibus no início de fevereiro foi a principal contribuição para que o Rio não seguisse a tendência das demais capitais na desaceleração da inflação.
– O reajuste das passagens de ônibus urbano no Rio de Janeiro alavancou a taxa da cidade e também impediu que a média de fevereiro ficasse mais baixa do que se esperava.
O IPC-S de 28 de fevereiro ficou em 0,68%, com queda de 0,16 ponto percentual na comparação com a apuração anterior (0,84%). A próxima divulgação dos resultados regionais do IPC-S será no dia 9.
Braz lembrou que a queda da taxa é comum em fevereiro devido aos aumentos que sempre ocorrem em janeiro, como das taxas escolares e passagens de ônibus urbano. Entretanto, segundo ele, além do aumento de tarifas importantes, existe um efeito maior, que vem impedindo maior baixa dos indicadores.
– Analisando os núcleos de inflação, retirando os efeitos temporários do índice, o que sobra nos revela a tendência de alta inflação influenciada pelo aumento de demanda, devido à projeção de crescimento da economia, às taxas de desemprego mais baixas e aos salários mais altos.