Além da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), que o consórcio ThyssenKrupp-Vale do Rio Doce vai implantar em Sepetiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o estado deverá receber outras seis empresas alemãs para atuarem no segmento naval e offshore. A informação é do secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, confirmada antes da cerimônia de instalação de seis novas indústrias de transformação plástica na Baixada Fluminense, nesta quarta e quinta-feira.
A primeira, segundo Victer, será a do Grupo Schulz que irá produzir conexões na unidade que está em fase de implantação em Campos, na Região Norte Fluminense. A segunda também será uma fábrica do mesmo grupo que irá produzir aço e igualmente deverá ficar em Campos.
A terceira empresa é a Gothe que irá fabricar tubos de aço inoxidável e costura, a ser instalada em breve no estado - o local ainda está sendo definido pela empresa. Outras três empresas ainda são mantidas em sigilo pelo governo do estado.
- Paralelamente, estamos discutindo com algumas empresas de energia renovável. Consideramos que a Alemanha é um parceiro importante para o futuro e que vai ter um resultado muito bom - afirmou Victer, ressaltando que esses investimentos deverão girar em torno de US$ 150 milhões.
O grupo ThyssenKrupp irá investir US$ 2,4 bilhões na construção da siderúrgica em Sepetiba para produzir cinco milhões de toneladas anuais de placas de aço inox, cuja maior parte da produção será destinada à exportação. A licença ambiental já foi concedida e as obras deverão começar até o fim deste ano. A CSA vai gerar cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos.