Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Rio define estratégia para garantir qualidade do peixe cru

Segunda, 11 de Abril de 2005 às 15:50, por: CdB

A Vigilância Sanitária da Cidade do Rio de Janeiro decidiu nesta segunda-feira definir estratégias de verificação da qualidade do salmão comercializado na cidade. Uma circular será entregue a todos os importadores, distribuidores de peixes e restaurantes que trabalham com peixe cru no município. A circular ensina técnicas de congelamento necessárias para garantir a qualidade do peixe.

Os ministérios da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento alertaram a população, ontem, sobre os casos de difilobotríase ou "doença do peixe cru" diagnosticados em São Paulo. Em um ano (de março de 2004 a março de 2005), o estado detectou a ocorrência de 27 casos da doença, que está associada à ingestão de peixes crus ou mal cozidos, consumidos em restaurantes japoneses. Belo Horizonte também registrou cinco casos da parasitose entre setembro do ano passado e março deste ano. O Rio de Janeiro teve um caso da doença. O verme pode ficar no organismo sem apresentar qualquer sintoma durante dez anos.

A circular que os comerciantes do Rio irão receber informa que esse tipo de verme é encontrado, normalmente, em peixes selvagens, com pouca incidência sobre peixes criados em cativeiro. De acordo com o coordenador da área de alimentos da Vigilância Sanitária Municipal, Cláudio Sérgio Bastos, "a circular orienta os estabelecimentos sobre a comercialização do peixe, seus riscos e a melhor forma de prevenção. A idéia é avaliar o produto e dar tranqüilidade à população."

A difilobotríase é uma doença causada pelo parasita Diphyllobothrium latum e provoca fraqueza, dor abdominal, náuseas, vômitos, avidez por sal, diarréia, emagrecimento e anemia grave. O salmão é o principal transmissor da doença.

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