O Rio de Janeiro começa a implementar o projeto que prevê a importação de gás natural liquefeito (GNL) pelo Brasil. O projeto, desenvolvido pela Petrobras, tem a parceria com o governo fluminense. O investimento estimado chega a US$ 1 bilhão e as plantas darão suporte não só ao mercado industrial, mas, principalmente, às termelétricas. A expectativa é de que entre em funcionamento em 2008 ou 2009.
- Vamos priorizar o licenciamento ambiental e instalar umaplanta de regaseificação de GNL na Baía de Guanabara, que vai importar cerca de14 milhões de metros cúbicos por dia - disse o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Victer.
O GNL é o gás natural que, após passar por um processo depurificação, é condensado ao estado líquido por meio da redução de temperatura. Para que o gás possa ser transportado em navios, caminhões ou trens, ele tem que ser liquefeito. Após a importação, precisa ser regaseificado, ou seja, voltar ao estado gasoso para ser transportado pelos dutos e chegar ao consumo.
Segundo a Petrobras, o projeto envolve a construção de duas unidades de regaseificação, uma na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, e outra no Porto de Pecém, no Ceará. O processo de licenciamento ambiental da unidade do Rio já teve início. A planta ficará próxima aos terminais de Ilha D'Água e Ilha Redonda. As unidades vão funcionar como uma espécie de reserva, uma vez que o GNL é complementar à produção de gás natural no país e, também, à importação de gás da Bolívia.
De acordo com Victer, há uma grande oferta de gás importado no Rio. Soma-se a isso a oferta da Bacia de Campos e, futuramente, da Bacia de Santos. Victer destacou que o gás que será produzido no Espírito Santo vai ser escoado para São Paulo, passando pelo Rio de Janeiro.
- Do ponto de vista da logística de oferta, o Rio ficará cada vez mais situado como o melhor lugar para a oferta de gás natural no Brasil - avaliou o secretário. Atualmente, o Rio tem 22% da matriz energética de gás naturalfrente aos 7% em nível nacional.