Rio de Janeiro, 15 de Fevereiro de 2026

Rio cria força-tarefa de combate à dengue

O Superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio, Victor Berbara, anunciou na quinta-feira a criação de uma força-tarefa para combater a dengue nas áreas dos municípios do Estado que mais registraram casos.

Quinta, 06 de Setembro de 2007 às 08:16, por: CdB

O Superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio, Victor Berbara, anunciou na quinta-feira a criação de uma força-tarefa para combater a dengue nas áreas dos municípios do Estado que mais registraram casos.

A proximidade do verão, quando a doença normalmente atinge seu ápice, vem preocupando o superintendente, que vê ainda como agravante o recrudescimento da dengue do tipo 2, que está presente em outros países das América do Sul e Central.

Berbara planeja combater o Aedes aegypti em várias frentes. Manter a discussão do tema em pauta na mídia, desenvolver ações junto aos municípios para diminuir a possibilidade de um surto maior e a ajuda das forças-tarefas.

— Transferimos vários agentes de saúde de municípios vizinhos para a capital para que ajudem no controle da dengue, principalmemte na Zona Oeste. Este tipo de solidariedade é o que queremos desenvolver no Rio de Janeiro. O trabalho desenvolvido junto aos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e Belfort Roxo que teve um grande impacto — disse.

— Já desenvolvemos duas ações preconizadas pelo Ministério da Saúde. E faremos uma terceira em novembro que são os chamados levantamento de índices rápidos de mosquitos. Baseados nestes levantamentos, vamos estar concentrando ações de controle de vetor, conseguindo derrubar bastante o número de casos. Durante o mês de julho, na época do Pan, por exemplo, atravessamos uma situação tranquila em relação à dengue — ressaltou o secretário.

Os últimos dados sobre a dengue no Estadodo Rio revelam que de janeiro a junho deste ano foram registrados 46,8 mil casos da doença contra 28,6 mil no primeiro semestre de 2006. O índice de crescimento do Estado do Rio foi de 63%, enquanto que a média do Brasil foi de 45%.

Houve surtos nas regiões do Norte e Noroeste fluminense; nas Baixadas Litorâneas (Região dos Lagos) e em áreas do Médio Paraíba e em Paraty, onde até então não havia tido registro de dengue do tipo 3. Já na capital fluminense, Santa Cruz, na Zona Oeste, também notificou vários casos.

Segundo Berbara, o Rio não é um caso isolado no país. São Paulo e Rio Grande do Sul também registraram picos do vetor Aedes aegypti.

— Se tomarmos o país inteiro, São Paulo, por exemplo, tem 60 mil casos, um surto que começou no meio do ano, no inverno. Este crescimento vem acontecendo em diversas regiões do país, como Mato Grosso do Sul, com índices de incidência superiores ao restante dos estados, e Rio Grande do Sul. As explicações são várias, como mudanças climáticas e ocupações urbanas caóticas  — explicou Berbara.

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