O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse, nesta segunda-feira, que entre 700 e 1.300 homens da Força Nacional de Segurança permanecerão no Rio de Janeiro para a implantação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).
Segundo ele, durante os Jogos Pan-americanos, cerca de quatro mil agentes atuaram no Estado. O ministro viajará para o Rio na quarta-feira para discutir o contingente que permanecerá no Rio. — Vou discutir com o governador Sérgio Cabral o contingente da Força Nacional de Segurança que vamos deixar lá para ser a base de implantação do Pronasci — declarou.
'Milagre'
Genro disse que o Pronasci destinará R$ 6,7 bilhões para programas de segurança pública. Inicialmente, 11 regiões do país com os maiores índices de criminalidade serão atendidas. Segundo o ministro, esse é o maior volume de recursos já destinados pelo governo Lula para o setor. O presidente, informou ele, deu uma “garantia política” e “sua palavra” de que o dinheiro será aplicado.
Bem humorado, Tarso Genro disse, durante café da manhã com jornalistas, no Ministério da Justiça, que não foi o autor do “milagre” de destinar os recursos para o programa.
— O autor do milagre foi o presidente Lula e os santos foram o Guido Mantega, ministro da Fazenda e Paulo Bernardo ministro do Planejamento. Só fui o demandante —declarou.
O Pronasci será lançado nesta segunda-feira, em solenidade no Palácio do Planalto, em Brasília. Segundo o ministro da Justiça, as medidas não terão efeito imediato.
— Estamos entusiasmados. Sabemos que não é fácil a implantação do programa e que não haverá efeitos a curto prazo. Políticas preventivas geram respostas em três ou quatro anos — disse.
'Bico'
Entre as ações que serão apresentadas, o ministro destacou a que prevê piso nacional para policiais, por meio de bolsas para agentes que fizerem cursos de aperfeiçoamento. A intenção do governo é aumentar a remuneração de policiais “para que ninguém ganhe menos que R$ 1.400”.
— A bolsa é para tirar o policial do bico. Ele vai ganhar mais e vai fazer o curso. O bico não é permitido, é tolerado pelos governadores em conseqüência da baixa remuneração — informou.