Rio de Janeiro, 21 de Maio de 2026

Rio assina convênio para aumentar atendimento médico

A governadora Rosinha Matheus e o ministro da Saúde, Humberto Costa, assinam, nesta terça-feira, em solenidade no Palácio Guanabara, a adesão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) - programa de atendimento médico do governo federal - ao Programa Emergência em Casa, mantido pelo governo do estado, que presta há mais tempo e com sucesso o mesmo serviço no Rio. (Leia Mais)

Terça, 21 de Junho de 2005 às 07:45, por: CdB

A governadora Rosinha Matheus e o ministro da Saúde, Humberto Costa, assinam, nesta terça-feira, em solenidade no Palácio Guanabara, a adesão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) - programa de atendimento médico do governo federal - ao Programa Emergência em Casa, mantido pelo governo do estado, que presta há mais tempo e com sucesso o mesmo serviço no Rio.

A junção dos dois programas (Emergência em Casa-Samu-192) dobrará a capacidade de atendimento médico domiciliar em todo o município do Rio, graças à cessão de profissionais de saúde e ambulâncias do Ministério da Saúde. A iniciativa ficará sob responsabilidade da Secretaria de Saúde e o atendimento continuará sendo feito pelo telefone 192, mas terá reforço de unidades básicas e avançadas, pessoal, veículos e equipamentos de radiocomunicação.

O reforço terá mais três etapas a cada 20 dias. A partir de quarta-feira, o número de unidades avançadas - com ambulâncias UTI - aumentará de 11 para 22 e o de unidades básicas -para remoções simples de pacientes - de 15 para 25. Elas estarão distribuídas em 14 pontos, sendo quatro novos, na maioria hospitais públicos, em todas as regiões da cidade.

O número de médicos socorristas será ampliado de 100 para 161, enquanto que o de médicos reguladores, que ficam na central e avaliam os casos, de 21 para 35. O de enfermeiros passará de três para 72, enquanto que o de técnicos de enfermagem aumentará de 90 para 150. O quadro de motoristas passará de 84 para 222.

A frota de ambulâncias também aumentará, inicialmente de 26 para 50 e, nos próximos 60 dias, para 80. Ainda haverá mais 19 ambulâncias de reserva para substituições, totalizando a frota em 99 veículos.

Outros aumentos de números de profissionais ainda serão feitos nas próximas etapas, em acordo com o Ministério da Saúde. A previsão é que o pessoal totalize mil profissionais. Haverá também a abertura de mais unidades em outros locais da cidade.

Desde fevereiro de 2004, o Emergência em Casa totalizou 120.875 chamadas, sendo 52.650 de janeiro a maio de 2005. A experiência do programa comprova que 80% dos casos são resolvidos pelos médicos na própria residência do paciente ou por telefone, colaborando dessa forma para desafogar os hospitais de emergência. Em março deste ano, o atendimento passou a cobrir todos os bairros do Rio.

A central, que recebe uma média de 500 chamados por dia, começou pelos bairros da Zona Oeste e, depois, Zona Norte do Rio e agora se estendeu a toda a capital, com a inauguração dos pólos em Botafogo, na Barra da Tijuca e no Centro.

 

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