O projeto com o show O Inusitado. “Constatamos que há sempre público para a música instrumental na cidade
Por Redação - do Rio de Janeiro:A série Conversa de Músicos entra na reta final esta semana nas Arenas da Prefeitura. Um grande tributo a Abel Ferreira (1915-1980) reúne mestres do gênero no espetáculo O Choro, nesta quinta-feira, na Arena Carioca Dicró, na Penha. No próximo sábado, a Areninha Hermeto Pascoal, em Bangu, encerra o projeto com o show O Inusitado. “Constatamos que há sempre público para a música instrumental na cidade. Basta oferecer boa programação e acessibilidade”, disse a produtora Ana Luisa Lima, da Caseiras Produções. “Nesta reta final, alcançamos a obra de Abel Ferreira, nascido em 1915, um mestre”, destaca o curador Paulo Sergio Santos. Paulo, inclusive, é considerado o sucessor de Abel Ferreira (1915-1980), pelo próprio Ferreira, dada a excelência de sua carreira artística que já passa de quatro décadas de trabalho.
Intitulado O Choro – Homenagem à Abel Ferreira, o show desta quinta-feira reuniu um seleto time de instrumentistas. A conferir: Binha Thomaz (cavaquinho), Caio Marcio Santos (violão), Charles da Costa (violão), Felipe Tauil (pandeiro), Joel Nascimento (bandolim), Paulo Sergio Santos (clarinete), Silvério Pontes (trompete) e Zé da Velha (trombone). No repertório estão Doce Melodia, Acariciando e Choro do Sovaco de Cobra (Abel Ferreira), Vibrações (Jacob do Bandolim) e Brejeiro (Ernesto Nazareth), para destacar algumas composições dentre as 18 músicas que serão apresentadas no show.
Programação
Sexta-feira
Arena Carioca Dicró_Penha: O Choro - Homenagem a Abel Ferreira, para Paulo Sérgio Santos, o universo do choro Além uma das maiores fatias do bolo musical e artístico universal. Gênero que necessita de alta dosagem de virtuosismo, expressão e alguns detalhes sutis que se assemelham à prática da música de câmara. Em sua opinião, um estilo musical brasileiro consagrado por grandes instrumentistas e de grande densidade estética, que ainda ocupa um tímido espaço na agenda da música brasileira. Músicos: Zé da Velha, Silvério Pontes, Joel Nascimento, Paulo Sérgio Santos, Caio Márcio Santos e Regional (Binha Thomaz - Cavaquinho - Charlles da Costa - Violão - Felipe Tauil – Pandeiro). Repertório: obras de Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Abel Ferreira, entre outros.
Sábado
Areninha Carioca Hermeto Pascoal, Bangu: O Inusitado, é pouco freqüente a utilização de instrumentações inusitadas e tendendo para o exótico e original em arranjos de música popular. Algumas formações se destacaram ao longo da história se tornando “clássicas”. Mesmo na música erudita esse fenômeno aconteceu destacando grupos como o quarteto de cordas, o quinteto de sopros, o quinteto de metais, o trio de palhetas, as big-bands, o quarteto de jazz, entre outros. O choro, o samba de roda, os maracatus, são exemplos de uma farta variedade de estilos. Paulo Sérgio arrisca, aqui, a junção de instrumentos de famílias distintas organizados em arranjos, mantendo os espaços para a improvisação. Músicos: Paulo Sérgio Santos, Ricardo Amado, Hugo Pilger, Caio Márcio Santos, Naylson Simões, Eliezer Rodrigues e Philip Doyle. Repertório: obras de Villa-Lobos, Sivuca, K-Ximbinho, entre outros.
Ficha Técnica
Idealização do Projeto e Textos: Ana Luisa Lima e Paulo Sérgio Santos
Pesquisa: Ana Luisa Lima
Direção Musical: Paulo Sérgio Santos
Direção de Produção: Ana Luisa Lima
Arranjos: Caio Márcio Santos e Paulo Sérgio Santos Realização: Caseiras Produções Culturais
Serviço
Conversa de Músicos – Direção musical: Paulo Sergio Santos
Classificação etária: Livre
O Choro, 12 de maio, Arena Carioca Dicró (Carlos Roberto de Oliveira) – R. Flora Lobo, s/nº - Penha. 20h.
O Inusitado, 14 de maio, Areninha Carioca Hermeto Pascoal – Praça 1º de Maio s/nº – Bangu. 20h.