Rio anuncia corte do ponto dos professores que não forem trabalhar
Os professores da rede pública do Rio de Janeiro completaram nesta segunda-feira, o 12º dia de greve. E vai ser um dia decisivo para a categoria, já que a prefeitura anunciou o corte do ponto dos profissionais que não forem trabalhar.
Os professores da rede pública do Rio de Janeiro completaram nesta segunda-feira, o 12º dia de greve
Os professores da rede pública do Rio de Janeiro completaram nesta segunda-feira, o 12º dia de greve. E vai ser um dia decisivo para a categoria, já que a prefeitura anunciou o corte do ponto dos profissionais que não forem trabalhar. O secretário estadual da Educação, Wilson Risolia, e representantes do Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) se reúniram nesta segunda para discutir a pauta de reivindicações da categoria. Eles estão parados desde o dia 8. Mas a decisão sobre a greve só sairá na quarta-feira após uma assembleia.
Segundo o sindicato, com o informa o Bom Dia Rio, a adesão dos profissionais na rede municipal de ensino chega a cerca 80% e na rede estadual, a cerca de 40%. Já as secretarias de educação dizem que a adesão na rede municipal é de 40% e na rede estadual, de apenas 0,5%. No domingo, segundo a PM, cerca de mil pessoas participaram de uma manifestação em Copacabana. A passeata percorreu toda a orla e contou com o apoio de manifestantes que faziam um outro protesto na Avenida Atlântica, pedindo o fim dos maus-tratos contra os animais. Os professores e profissionais da educação reivindicam principalmente reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
De acordo com informações do portal G1, depois que o prefeito Eduardo Paes anunciou que cortaria o ponto de quem não trabalhassem partir desta segunda, o sindicato recorreu à justiça para tentar impedir a medida. Mas o pedido foi negado. Na decisão, o juiz Eduardo Antonio Klausner diz que "ao pretenderem os professores paralisar suas atividades laborais por tempo indeterminado, devem abraçar os riscos inerentes ao ato, como o corte de ponto e outras sansões. E que não é cabível ou razoável pretender que o juiz determine previamente que a Administração Pública garanta o pagamento dos dias parados" sem "que a legalidade da greve tenha sido examinada".
A coordenadora geral do Sepe, Marta Moraes, disse que: “A categoria tem claro que não está numa greve reivindicando nada demais. São reivindicações absolutamente justas e esse tipo de posicionamento de corte de ponto é atitude extremamente autoritária, ditatorial, que não ajuda no processo de negociação”.
No sábado, o prefeito Eduardo Paes disse que vai manter a decisão. “Vai ter salário descontado, todos os benefícios descontados, tíquete descontado. As pessoas são pagas para dar aula, para cuidar da educação das nossas crianças. A gente admite o processo de negociação, é uma rede que é motivo de orgulho para cidade do Rio, e não pode estar aí mobilizada por um movimento essencialmente partidário político”, disse o prefeito.
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