Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Rio anuncia corte do ponto dos professores que não forem trabalhar

Os professores da rede pública do Rio de Janeiro completaram nesta segunda-feira, o 12º dia de greve. E vai ser um dia decisivo para a categoria, já que a prefeitura anunciou o corte do ponto dos profissionais que não forem trabalhar.

Segunda, 19 de Agosto de 2013 às 09:08, por: CdB
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Os professores da rede pública do Rio de Janeiro completaram nesta segunda-feira, o 12º dia de greve
Os professores da rede pública do Rio de Janeiro completaram nesta segunda-feira, o 12º dia de greve. E vai ser um dia decisivo para a categoria, já que a prefeitura anunciou o corte do ponto dos profissionais que não forem trabalhar. O secretário estadual da Educação, Wilson Risolia, e representantes do Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) se reúniram nesta segunda para discutir a pauta de reivindicações da categoria. Eles estão parados desde o dia 8. Mas a decisão sobre a greve só sairá na quarta-feira após uma assembleia. Segundo o sindicato, com o informa o Bom Dia Rio, a adesão dos profissionais na rede municipal de ensino chega a cerca 80% e na rede estadual, a cerca de 40%. Já as secretarias de educação dizem que a adesão na rede municipal é de 40% e na rede estadual, de apenas 0,5%. No domingo, segundo a PM, cerca de mil pessoas participaram de uma manifestação em Copacabana. A passeata percorreu toda a orla e contou com o apoio de manifestantes que faziam um outro protesto na Avenida Atlântica, pedindo o fim dos maus-tratos contra os animais. Os professores e profissionais da educação reivindicam principalmente reajuste salarial e melhores condições de trabalho. De acordo com informações do portal G1, depois que o prefeito Eduardo Paes anunciou que cortaria o ponto de quem não trabalhassem partir desta segunda, o sindicato recorreu à justiça para tentar impedir a medida. Mas o pedido foi negado. Na decisão, o juiz Eduardo Antonio Klausner diz que "ao pretenderem os professores paralisar suas atividades laborais por tempo indeterminado, devem abraçar os riscos inerentes ao ato, como o corte de ponto e outras sansões. E que não é cabível ou razoável pretender que o juiz determine previamente que a Administração Pública garanta o pagamento dos dias parados" sem "que a legalidade da greve tenha sido examinada". A coordenadora geral do Sepe, Marta Moraes, disse que: “A categoria tem claro que não está numa greve reivindicando nada demais. São reivindicações absolutamente justas e esse tipo de posicionamento de corte de ponto é atitude extremamente autoritária, ditatorial, que não ajuda no processo de negociação”. No sábado, o prefeito Eduardo Paes disse que vai manter a decisão. “Vai ter salário descontado, todos os benefícios descontados, tíquete descontado. As pessoas são pagas para dar aula, para cuidar da educação das nossas crianças. A gente admite o processo de negociação, é uma rede que é motivo de orgulho para cidade do Rio, e não pode estar aí mobilizada por um movimento essencialmente partidário político”, disse o prefeito.  
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