Governador licenciado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto disse, neste sábado, que sua campanha rumo a uma possível candidatura à Presidência da República pela legenda do PMDB vem sofrendo "boicote", mas ele ainda não sabe identificar quem seria o responsável. Ele afirma que o seu material de divulgação não tem chegado aos Estados, o que prejudica a sua performance junto aos convencionais do partido.
Rigotto pretende pedir uma investigação para saber onde foram parar cerca de 25 mil informativos, cartazes e adesivos.
- Não sei de onde está partindo esse boicote. Mandei esse material há três semanas para o Piauí e outros Estados, e, estranhamente, não estão chegando aos convencionais. Por isso vou pedir uma investigação para saber as razões desse desaparecimento, que é sem lógica - disse o governador a jornalistas.
Embora não afirme diretamente que integrantes do governo federal sejam os autores do "boicote", Rigoto reafirmou que o Planalto tem trabalhado para que a prévia não ocorra.
- Está acontecendo algo muito estranho, mas vamos investigar - disse.
Ele também acredita que não há "qualquer possibilidade de o PMDB indicar a vice-presidência numa chapa do PT ou do PSDB".
- O PMDB, aliás, não tem a mínima possibilidade de ser vice-presidente em nenhum outro partido. O PMDB terá candidatura própria e não passa entre os peemedebistas a tese de uma coligação dando o vice nem para o PT e nem para o PSDB - reafirmou.