Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2026

Rice prevê cessar-fogo de longo prazo

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou, nesta terça-feira, em Jerusalém que a violência no Oriente Médio deve acabar, mas afirmou qualquer acordo que possa ser alcançado deve ter garantias de longo prazo. (Leia Mais)

Terça, 25 de Julho de 2006 às 08:15, por: CdB

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou, nesta terça-feira, em Jerusalém que a violência no Oriente Médio deve acabar, mas afirmou qualquer acordo que possa ser alcançado deve ter garantias de longo prazo.

Rice chegou nesta segunda-feira à região para analisar a possibilidade de um cessar-fogo entre Israel e a milícia xiita libanesa pró-iraniana Hezbollah, assim como na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Para isso, ela também se reuniu, nesta terça, em Ramala, com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

- É preciso acabar com a violência. Nosso coração está com o povo israelense, que sofre ataques terroristas e (o lançamento de) foguetes. Estes meios não são aceitáveis em uma sociedade culta - afirmou a chefe da diplomacia americana ao ser recebida, na manhã desta terça, pelo primeiro-ministro do Estado judeu, Ehud Olmert.

Rice afirmou que a região não pode voltar a uma situação na qual sejam disparados foguetes contra Israel.

Foi uma alusão à situação no norte do território israelense, contra o qual o Hezbolla tem disparado seus foguetes Katyusha, e no sul, atingido pelos mísseis de fabricação caseira Qassam lançados pelas milícias palestinas.

- Não tenho a intenção de retornar aqui dentro de três semanas, três meses ou seis meses. É preciso conseguir um acordo de longo prazo - disse a secretária de Estado.

A viagem, que Rice começou na segunda-feira com uma visita não anunciada ao Líbano, antecede a conferência internacional, em Roma, do chamado "Grupo do Líbano", integrado por França, Reino Unido, Itália, União Européia (UE), Estados Unidos e Egito, além do Banco Mundial.

A reunião de Roma terá a presença do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e de delegações de vários países do Oriente Médio, inclusive o próprio Líbano; bem como representações ministeriais de Espanha, Alemanha, Rússia, Canadá e Turquia.

O objetivo da conferência é buscar, de um lado, soluções para a crise humanitária no Líbano e, do outro, uma fórmula de acordo a ser proposta às partes.

Em linha com a posição de Olmert, Rice afirmou que qualquer solução deve passar pela aplicação da resolução 1559 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que exige o desarmamento das milícias no Líbano e o posicionamento do Exército regular libanês na fronteira com Israel.

Olmert ressaltou afirmou que "15% da população israelense está nos refúgios há 14 dias e sofre uma ofensiva brutal por parte da organização Hezbollah".

Acrescentou que o Exército israelense "continuará lutando e não hesitará em empregar os meios necessários, por mais duros que eles sejam, contra todos aqueles que ameaçarem Israel".

Na noite desta segunda-feira, em entrevista conjunta com sua colega israelense, Tzipi Livni, Rice afirmou que não deu nenhum prazo a Israel para pôr fim à ofensiva militar, pois "o cessar-fogo em si não é o objetivo".

Em nota conjunta, sobre a qual informou o jornal Yedioth Ahronoth, ambas afirmam que o cessar-fogo depende de "as condições amadurecerem e de ser obtido um acordo que garanta a calma".

Enquanto as discussões diplomáticas ganham espaço, os combates no sul do Líbano prosseguem com a mesma intensidade do que nos últimos dias.

Israel afirmou, nesta terça, que suas forças ocuparam o povoado de Bint Jbeil, no sul do Líbano, onde há dois dias acontecem fortes combates.

Porta-vozes do Exército israelense disseram que as tropas haviam assumido o controle da localidade, onde havia aproximadamente 150 guerrilheiros. A informação, entretanto, foi desmentida pelo Hezbollah.

Israel esperava reduzir o número de foguetes disparados contra seu território com a tomada de diferentes posições no sul do Líbano, mas até agora a estratégica tem se mostrado ineficaz.

Desde a manhã, cerca de quarenta foguetes caíram em toda a Alta Galiléia (extremo norte do país). Deles, deles 30 em um

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