Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Rice fortalece objetivos de linha dura de Bush

Terça, 18 de Janeiro de 2005 às 08:16, por: CdB

Condoleezza Rice deverá apontar uma linha-dura na política externa dos Estados Unidos nesta terça-feira, quando apresentar os objetivos para o segundo mandato presidencial durante a sabatina para sua confirmação como a primeira negra nomeada para secretária de Estado.

Rice foi assessora de segurança nacional do presidente George W. Bush em seu tumultuado primeiro mandato, marcado pelos ataques de 11 de setembro de 2001, duas guerras e a pior disputa com a Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Agora Bush quer que a ex-reitora da Universidade de Stanford, de 50 anos, substitua Colin Powell, que era admirado no mundo e considerado um pacifista solitário em um governo dominado por falcões unilateralistas.

A confidente do presidente vai apresentar diante do Comitê de Relações Exteriores do Senado os planos do governo para confrontar o Irã e a Coréia do Norte devido à suspeita de que eles mantenham programas nucleares secretos, disseram analistas de política externa.

Ela também se comprometerá a cumprir a promessa de Bush de um maior envolvimento no segundo mandato rumo a soluções no conflito entre israelenses e palestinos depois da morte do líder Yasser Arafat.

Powell previu na semana passada que a sabatina de sua amiga seja tranquila. Ela deve ser confirmada já nesta quarta-feira - antes da cerimônia de posse do segundo turno de Bush, na quinta-feira.

Mas críticos temem que a promoção de Rice, que ganhou reputação de permitir debates sem fim no governo e de evitar exibir suas próprias posições, prive o presidente de uma voz divergente necessária para afiar a política.

- Seu desafio agora é não somente lidar com pontos de vista fortes e diferentes e coordená-los. Ela agora é um deles - disse Powell.

Simpatizantes esperam que Rice imponha disciplina no Departamento de Estado de acordo com a visão de Bush e não restrinja republicanos de linha-dura como Powell fez.

- Ela precisa garantir que o departamento implemente as políticas do presidente, o que nem sempre foi o caso com Powell. Ela dever tomar cuidado com as políticas para que não morram entre os milhares de papéis burocráticos - disse uma autoridade do governo.

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