Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Riad diz que não vai atender exigências de seqüestradores

Quinta, 17 de Junho de 2004 às 06:08, por: CdB

A Arábia Saudita disse que não atenderá as exigências da rede Al-Qaeda, que querem a libertação de terroristas presos em troca da liberação de um americano capturado em Riad no fim de semana, disseram fontes sauditas nesta quarta-feira. A Al-Qaeda ameaça matar o engenheiro americano Paul Marshall Johnson se as autoridades sauditas não libertarem os presos até sexta-feira.

- De forma alguma iremos concordar com as exigências deles - disse Nawaf Obaid, consultor sênior de segurança saudita. - De forma alguma libertaremos qualquer um desses rebeldes que têm sido úteis em fornecer informações para frustrar operações.

O conselheiro de Assuntos Exteriores do governo saudita, Abdel al-Jubeir, disse que seu governo está estudando a situação e em consultas com os EUA sobre que ações tomar.

Na última terça-feira, um pronunciamento atribuído à Al-Qaeda e divulgado em um site islâmico afirmou que o grupo mataria Johnson se as autoridades locais não libertassem membros da rede e ocidentais não deixem a Península Arábica em 72 horas.

Em seguida, o mesmo site exibiu fotos da vítima e forneceu um link para um vídeo de quatro minutos e meio em que um homem se identifica como Johnson, funcionário americano da Lockheed Martin, desaparecido desde o último sábado.

"Se os tiranos no governo saudita querem garantir a libertação do refém americano, eles devem libertar nossos mujahideen (guerreiros) feitos reféns em suas prisões. Eles têm 72 horas ou vamos sacrificá-lo", disse a nota veiculada no site Sawt al Jihad.

No último sábado, a Al-Qaeda disse estar mantendo em seu poder o engenheiro americano, o primeiro ocidental a ser seqüestrado na onda de ataques no reino que começou há mais de um ano.

"Sou um americano foram dos Estados Unidos (...) Trabalho em um helicóptero Apache", disse o homem no vídeo gaguejando em algumas passagens.

Sentado numa cadeira, Johnson estava vendado com uma roupa branca e com uma bandagem em volta do pescoço. A camisa do homem foi levantada para exibir uma tatuagem no braço. Um homem mascarado e com um arma automática também falou no vídeo, identificando-se como Abdul Aziz al-Muqrin, que se proclama líder do Esquadrão Falluja, braço da Al-Qaeda na Arábia Saudita.

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