Uma fábrica de cigarros foi interditada nesta quarta-feira, em Duque de Caxias, na baixada Fluminense. A fábrica American Virginia estava funcionando com base em uma liminar concedida pelo ex-vice-presidente do Tribunal Federal da 2ª Região, desembargador Carreira Alvim, investigado pela Operação Furacão.
De acordo com o supervisor da Receita Federal que coordenou a operação, Marco Aurélio Canal, a fábrica já foi fechada quatro vezes por não ter registro especial fornecido pela Receita. Para ter o registro, a fábrica precisaria estar em dia com débitos fiscais. Fiscais da Receita com apoio de policiais federais apreenderam também produtos usados nas embalagens e selos de controle.
A empresa American Virginia divulgou nota em que protesta contra o fechamento de suas fábricas argumentando que não sonega impostos e que tem apenas uma pendência tributária, relativa ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pré-fixado em reais. A companhia explica que recorre na Justiça contra essa cobrança. O IPI pré-fixado taxa o maço de cigarro em um valor fixo, independentemente do preço final do pacote.
A empresa também informa que não tem qualquer relação "com os problemas ocorridos no TRF da 2ª Região do Rio de Janeiro", e se defende dizendo que "a decisão que até então mantinha as fábricas em funcionamento foi confirmada pela 1ª Turma do STJ, Superior Tribunal de Justiça, em Brasília".
Rio de Janeiro, 21 de Janeiro de 2026
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