Rio de Janeiro, 27 de Agosto de 2026

Revolução Islâmica gerou ganhos para mulheres iranianas e elevou qualidade de vida, analisa Mrayam

Sexta, 31 de Dezembro de 2010 às 12:35, por: CdB


Brasília - A presidenta da Organização Iraniana de Assuntos das Mulheres e da Família, Mrayam Mojtahed-zade, de 52 anos, faz parte das 40% das mulheres do Irã que têm nível superior ou educação técnica especializada.

Formada em curso superior de enfermagem, professora universitária e com participação ativa em organizações não governamentais, Mrayam é apontada como “uma mulher exemplar” e modelo a ser seguido no Irã, segundo as autoridades do país. Ela comanda a entidade que tem caráter similar à da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Brasil.

Em setembro, Mrayam foi uma das personalidades ativas nas negociações para a libertação de três jovens norte-americanos que eram mantidos presos no Irã por suspeita de espionagem. Imagens da assessora do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, conversando com Sarah Shourd – a única do grupo norte-americano que foi libertada – circularam no mundo.

No Irã, o percentual elevado de mulheres com uma educação privilegiada é aparentemente paradoxal considerando o rigor dos hábitos religiosos e culturais da República Islâmica. Sob véus e aos cuidados do homem mais velho da família, as mulheres vão à escola e à universidade. As famílias iranianas com melhor condição financeira enviam as filhas para que estudem na Europa – principalmente na Inglaterra e na França.

Pelos dados do governo iraniano, 93% das mulheres são alfabetizadas. Até 1979, antes da Revolução Islâmica no país, este percentual era de 30% e a participação feminina no governo era praticamente nula. Segundo Mrayam, a revolução elevou de 52 anos para 73 anos a expectativa de vida das mulheres. “A Revolução Islâmica proporcionou muitos ganhos para as mulheres no Irã. A mulher iraniana renasceu depois da revolução. Nosso profeta Maomé pregou a importância das mulheres e o respeito por elas”, disse.

Ela negou que ocorra discriminação no tratamento dispensado às mulheres no Irã em relação aos homens. Segundo Mrayam, não faltam oportunidades para as mulheres, nem há diferença dos valores de salários pagos. A presidenta da organização pró-mulher iraniana lembrou que os direitos trabalhistas no Irã garantem licença-maternidade de seis meses e acesso à creche no local de trabalho.

Edição: Lana Cristina
 

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