As telas dos cinemas, no mundo todo - principalmente nos EUA - serão invadidas, em breve, por produções que resgatam a revolução cubana. Já em fase de produção, a vida de Alina Fernandez, a única filha do ex-premiê de Cuba Fidel Castro, tornou-se o roteiro do escritor e produtor Bobby Moresco, vencedor de um Oscar pela co-direção do filme Crash - No Limite, vai se juntar ao Grupo de Relações Artísticas, cuja sede é em Austin, para levar ao cinema a história de Alina Fernandez, a única filha do líder cubano aposentado Fidel Castro.
Alina nasceu de uma relação extraconjugal de Fidel, quando ainda estava casado com sua primeira mulher. Somente aos 10 anos ela soube que o homem que via na televisão todos os dias e a visitava à noite era seu pai. Em 1993, Alina se disfarçou de estudante espanhola e fugiu para a Espanha e, depois, para os Estados Unidos, onde está exilada desde então. Ela é reconhecida mundialmente como um dos parentes de Fidel Castro que mais falam publicamente.
- Ao longo dos últimos 20 anos, tento mostrar o que acontece no meu país, tento fazer com que as pessoas tenham mais noção de quão gloriosos nós somos e quantas limitações temos. Somos seus vizinhos, mas, mesmo assim, vocês sabem muito pouco sobre nós - disse Alina ao Hollywood Reporter.
Rodrigo é Raúl
Outra produção que entra em cartaz logo após o Festival de Cannes, na França, onde participará como um dos possíveis premiados com o Leão de Ouro é a história do líder revolucionário Ernesto Che Guevara. No papel do guerrilheiro Raúl Castro, atual premiê cubano, estará o ator brasileiro Rodrigo Santoro. Dirigido pelo premiado Steven Soderbergh contou com o apoio do Centro Che Guevara, em Havana, para a adaptação dos diários de Che durante a revolução que começou em Cuba, ao lado de Fidel Castro e seu irmão, Raúl, nos anos 1950.
Che, o filme, com quatro horas de duração, foi dividido em duas partes: O Argentino e Guerrilha. Ambas serão exibidas em Cannes.
- Sabia que era um personagem delicado e muito polêmico. Como ator, o que eu tenho que fazer é tentar incorporar um ser humano. Não vou fazer uma análise política, eu não posso julgá-lo. Eu estou fazendo não o Raúl Castro. Eu estou fazendo o Raúl, o ser humano, o camarada que viveu aquela revolução - disse Santoro à agência inglesa de notícias Reuters sobre o papel de Raúl Castro.