Alinhada entre os mais conservadores dentre os veículos conservadores da mídia mundial, a revista britânica The Economist desta semana faz uma análise do modelo escolhido pelo Estado brasileiro para exploração do pré-sal e chega a três conclusões, duas negativas e uma positiva, que pretende definitivas sobre o assunto.
A revista prevê que a "politização" do modelo de exploração do pré-sal deve atrasar e encarecer o projeto; o uso do dinheiro do petróleo na área social, a partir de um fundo soberano, abre espaço para fins eleitoreiros; e a positiva é que os desafios tecnológicos do pré-sal tendem a gerar uma onda de inovações tecnológicas no País, assim como a corrida espacial gerou um avanço científico nos EUA.
Como se vê, chute é o que não falta e para todos os gostos. Mais que revista, a The Economist se torna pitonisa em relação ao nosso pré-sal. Entre outros pontos, critica o fato de o governo exigir aplicar o dinheiro para a exploração em produtos fabricados no Brasil o que, de acordo com a revista, tende a encarecer a exploração.
Se houvesse a opção de comprar uma plataforma fabricada em qualquer país, a concorrência poderia ser maior, reduzindo (ou aumentando menos) o preço e as chances de ocorrer atrasos no cronograma, diz a publicação. Ainda bem que ela acolhe e publica as justificativas do governo para este ponto: a exploração do pré-sal é um projeto tão grande que empresas estrangeiras aceitarão instalar fábricas no Brasil (vejam, também, nota abaixo).