Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Reunião para definir aumento da gasolina é cancelado após impasse

Quarta, 20 de Novembro de 2013 às 13:21, por: CdB
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Ministro da Fazenda, Guido Mantega discorda do método proposto pela Petrobras
O Ministério da Fazenda e a Petrobras não chegaram a um acordo para estipular os novos indices de aumento no preço da gasolina e, diante do impasse, foi cancelada a reunião do conselho de administração da petrolífera estatal, agendada para a próxima sexta-feira. Constava, ainda, na pauta, a criação de um mecanismo de reajuste automático para a gasolina e o diesel. A nova data para o encontro ficou marcada para o dia 28 de novembro, quando o governo poderá decidir a concessão de um reajuste para os dois combustíveis, que entraria em vigor ainda neste ano. Caso as novas diretrizes quanto à evolução dos preços sejam confirmadas, o governo poderá aproveitar para conceder o aumento reivindicado pela Petrobras. A Petrobras chegou a concordar com a metodologia de reajuste automático da gasolina e do diesel, apresentada por técnicos da estatal, mas a fórmula ainda não foi aprovada no conselho de administração. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, encontrou fatores duvidosos no novo modelo e pediu ajustes no mecanismo na reunião do conselho de administração ocorrida em 25 de outubro. Mantega chegou a se irritar com a forma como a diretoria da estatal conduziu o processo, que acabou vazando para a imprensa, antes de chegar ao conhecimento dos acionistas. Para o ministro, a empresa deveria ter tornado público o assunto apenas depois de uma decisão de governo sobre a nova metodologia. O comunicado ao mercado divulgado na época dizia que a "diretoria-executiva deliberou sobre uma metodologia de precificação a ser praticada pela companhia", que foi "apresentada ao conselho de administração, que determinou a elaboração de simulações adicionais e estabeleceu o prazo de 22 de novembro para sua consideração". Mais petróleo Nesta manhã, a Petrobras confirmou que concluiu a perfuração de mais um poço na área de Franco, umas das previstas no contrato de cessão onerosa, na região do pré-sal da Bacia de Santos. A estatal informou, em nota, que foi comprovada a descoberta de petróleo de boa qualidade, situado abaixo da camada de sal, a partir da profundidade de 5.398 metros. O poço conhecido como Franco Leste, situado em profundidade de água de 2.011 metros, a cerca de 200 quilômetros (km) da cidade do Rio de Janeiro e a 7,5 km a Sudeste do poço de Franco, foi adquirido por meio do contrato de cessão onerosa pela Petrobras, com o direito de produzir até 3.058 bilhões de barris de óleo equivalente recuperável, sendo que a fase exploratória prossegue e tem seu término previsto para até setembro de 2014.
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