O líder paramilitar colombiano Carlos Castaño, chefe político das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), declarou que uma eventual reunião entre delegados da ONU e da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Brasil pode conduzir a um diálogo entre esse grupo e o governo de Alvaro Uribe. O líder disse que esse possível encontro no Brasil poderá ser o início de um processo de diálogo, com a aceitação de um intercâmbio humanitário que inclua os civis seqüestrados pela guerrilha.
Castaño referia-se a uma proposta de acordo humanitário que permitiria a libertação de pessoas seqüestradas em troca de rebeldes das Farc que se encontram presos, mas em torno da qual o governo e o grupo rebelde mantém sérias divergências. Quanto à reunião em território brasileiro, o Brasil tornou pública a disposição a ser sede do encontro como "território neutro", mas não como mediador do conflito, segundo o chanceler brasileiro Celso Amorim.