Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Reunião de Paris sobre a Líbia vai focar política e economia

Quarta, 31 de Agosto de 2011 às 08:11, por: CdB

Reunião de Paris sobre a Líbia vai focar política e economia

Por John Irish

PARIS (Reuters) - Líderes mundiais se reunirão em Paris na quinta-feira para discutir o futuro da Líbia. Os países patrocinadores do encontro, França e Grã-Bretanha, esperam mostrar que a campanha militar custosa possa conduzir a uma transição política que evite os erros cometidos no Iraque.

As grandes potências reunidas para coordenar a reconstrução política e econômica da Líbia, importante produtor de petróleo do norte da África, vão também entrar em conflito de interesses no país.

O conselho de transição da Líbia prometeu recompensar os países que assumiram posição de liderança no apoio à sua revolta contra o regime de Muammar Gaddafi.

"O objetivo é virar a página e ficar por trás da nova autoridade", disse uma fonte do governo francês.

"(Iraque) foi uma operação militar bem-sucedida, mas uma transição política fracassada. Nós temos de aprender com isso", acrescentou. "Nós temos de ficar junto ao Conselho Nacional de Transição (CNT), mas não impor nada a eles."



O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, serão os anfitriões da primeira conferência "Amigos da Líbia", que se realizará no dia em que Gaddafi iria celebrar o 42o aniversário do golpe militar que o levou ao poder.

Rússia e China, que não apoiaram a intervenção da Otan, liderada por Sarkozy e Cameron, em março, e ainda não reconheceram o conselho interino, estão entre as 60 nações e entidades internacionais representadas na conferência.

O encontro dará ao CNT, criado após o início da revolta anti-Gaddafi, em fevereiro, sua primeira plataforma internacional.

Empresas dos setores de energia, construção e telecomunicações estão ansiosas para saírem na frente na corrida para a reconstrução da Líbia depois de seis meses de conflito que pode pôr fim aos privilégios desfrutados pela Itália na era Gaddafi.

O presidente do CNT, Mustafa Abdel Jalil, abrirá a sessão de três horas com a apresentação dos planos do conselho para uma nova Constituição, eleições dentro de 18 meses e medidas para evitar o derramamento de sangue visto após a derrubada de Saddam Hussein, no Iraque.

O mais urgente para o CNT é ter acesso a recursos para pagar salários e obter os suprimentos humanitários. Vários países pediram ao Comitê de Sanções da ONU que libere bilhões de dólares em bens líbios que estão congelados.

Os Estados Unidos e os mais destacados países europeus da coalizão anti-Gaddafi enfrentam problemas econômicos, o que poderia desencorajar qualquer plano de deslocar dinheiro de contribuintes dessas nações ocidentais para a reconstrução da Líbia, mas as bases para a recompensa financeira no futuro estão sendo lançadas agora.

Reuters

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