O melhor desempenho do Brasil na história do Pan-Americano - obtido em julho deste ano, durante os Jogos do Rio de Janeiro - deve-se, em grande parte, às conquistas do País na ginástica e na natação. As duas modalidades esportivas ajudaram a delegação verde e amarela a terminar a competição com 161 medalhas - sendo 54 de ouro, 40 de prata e 67 de bronze -, em terceiro no quadro geral (atrás de Estados Unidos e Cuba).
Muitos atletas brasileiros destacaram-se da campanha histórica. A primeira medalha, de prata, foi conquistada por Poliana Okimoto, na maratona aquática. Diogo Silva, do taekwondo, garantiu o primeiro ouro. O último título veio no tênis, com Flávio Saretta.
Porém, a grande figura brasileira nos Jogos foi Thiago Pereira. O nadador, que depois do Pan bateu o recorde mundial dos 200m medley na Copa do Mundo de natação em piscina curta, em novembro, na Alemanha, com o tempo de 1min53s14, participou de oito provas no Rio de Janeiro e voltou com oito medalhas: seis de ouro, uma de prata e uma de bronze.
A piscina do Parque Aquático Maria Lenk foi o local onde se pôde ouvir mais vezes o hino nacional, em 12 oportunidades. Além de Thiago, brilharam Rebeca Gusmão e César Cielo, com quatro medalhas cada. A nadadora, porém, foi suspensa preventivamente após o Pan, após ser pega no exame antidoping por excesso de testosterona.
Na ginástica artística, quem brilhou foi Diego Hypólito, ouro no solo e no salto sobre o cavalo e prata por equipes. Se os fãs da modalidade não puderam ver grande apresentação de Daiane dos Santos, machucada, conferiu o fortalecimento de um novo talento, o de Jade Barbosa.
A jovem ginasta, 16 anos, campeã no salto sobre o cavalo, bronze no solo e prata com a equipe nacional, liderava a competição individual geral quando caiu das barras assimétricas, chorou, acabou no quarto lugar e emocionou os espectadores.
Tanto Jade quanto Diego lideraram o Brasil no Mundial de Stuttgart, na Alemanha, disputado em setembro. Lá, o atleta do Flamengo recebeu a nota 16,150 em sua apresentação no solo e obteve a medalha de ouro.
Jade Barbosa, por sua vez, foi o destaque na equipe que se garantiu nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. A ginasta liderou a equipe verde e amarela, que computou 232,250 pontos na fase classificatória e assegurou presença na China.
Na disputa individual, Jade Barbosa voltou a cair nas barras assimétricas, repetindo o ocorrido no Pan do Rio de Janeiro, mas conquistou duas medalhas de prata, nas provas de salto e solo, e se firmou na ginástica feminina brasileira.